Micaela desabafa sobre redes sociais: “Prefiro tocar verdadeiramente em poucos do que agradar superficialmente a muitos”, disse.
A cantora e apresentadora Micaela partilhou uma reflexão profunda sobre o seu afastamento das redes sociais, explicando os motivos por detrás desta decisão.
O silêncio como refúgio
Micaela começou por revelar que tem optado por se afastar das plataformas digitais, não por falta de interesse, mas devido ao ambiente que se vive online.
“Tenho-me vindo a afastar das redes sociais. Não por falta de interesse, mas por excesso de ruído”, começou por escrever.
A artista destacou a mudança que sente no comportamento digital das pessoas, lamentando a falta de escuta e empatia.
“Hoje em dia, parece que todos têm algo a dizer mas poucos estão dispostos a ouvir. Opina-se por impulso, critica-se por desporto. A empatia perdeu lugar para a pressa de ter razão. As redes, que em tempos ligavam pessoas, tornaram-se palcos de confronto. E, no meio de tanto barulho, o silêncio tornou-se num refúgio”, confidenciou.
Escolhas com propósito
Num tom sereno, Micaela defendeu as suas escolhas e mostrou-se convicta no caminho que decidiu seguir.
“Eu escolho não fazer parte deste novo ciclo de ódio disfarçado de liberdade de expressão. Escolho o amor, mesmo quando parece fora de moda. Escolho a escuta, mesmo quando todos gritam. Escolho a presença real, mesmo num mundo digital”, escreveu.
Além disso, afirmou que está disposta a abdicar de visibilidade para manter a sua autenticidade.
“Se isso me custa alcance ou relevância, que seja. Prefiro tocar verdadeiramente em poucos do que agradar superficialmente a muitos. Não me revejo nesta era onde se segue por seguir, se comenta sem ler, se julga sem saber. E, se isso me afasta, então que seja um afastamento com paz”, assumiu.
Proteger o essencial
Por fim, Micaela, que também integra o elenco do programa Domingão, da SIC, terminou a mensagem com um apelo ao uso mais consciente das redes sociais.
“Continuo a acreditar que é possível usar as redes para construir e não destruir. Mas, até lá, vou protegendo o que sou. Porque o que somos… vale mais do que qualquer algoritmo”, concluiu.

