Portugueses detidos em Israel: Sofia Aparício descreve condições “desumanas” após interceção da flotilha humanitária

Portugueses detidos em Israel: Sofia Aparício descreve condições “desumanas” após interceção da flotilha humanitária, através de carta.

A tensão aumentou entre Portugal e Israel depois de as autoridades israelitas intercetarem uma flotilha humanitária rumo a Gaza, na passada quarta-feira, 1 de outubro. A bordo seguiam quatro cidadãos portugueses — Mariana Mortágua, Sofia Aparício, Miguel Duarte e Diogo Chaves — que acabaram detidos no decorrer da operação.


Portugueses detidos em Israel após missão humanitária

A missão tinha como objetivo levar ajuda humanitária à população palestiniana. No entanto, a embarcação foi travada pelas forças israelitas antes de chegar ao destino. Desde então, as redes sociais do movimento “Flotilha Humanitária Portugal” têm divulgado detalhes sobre o que aconteceu nas primeiras horas após a detenção.

Uma das mensagens mais marcantes foi escrita por Sofia Aparício, que descreveu as condições em que se encontram os ativistas. Na nota, a atriz deixou um testemunho duro sobre o tratamento recebido.


“Não nos tratam bem, nem água ainda nos deram”

Numa mensagem tornada pública, Sofia Aparício revelou: “Maria, estou bem. Não nos tratam bem, nem água ainda nos deram. Para comer, só pimentos crus com iogurte. Fomos postas numa jaula para o ministro dos negócios estrangeiros desta terra vir ser filmado como propaganda. Já estamos com a embaixadora de Portugal aqui em Israel e espero regressar em breve.”

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As palavras da portuguesa descrevem falta de água, alimentação precária e utilização dos detidos para fins de propaganda política. O testemunho gerou indignação e multiplicou as críticas nas redes sociais.


Governo português acompanha o caso

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou estar a acompanhar a situação de perto, através da embaixadora de Portugal em Israel.

De acordo com as informações mais recentes, os quatro cidadãos portugueses permanecem sob custódia das autoridades israelitas, aguardando um desfecho diplomático que permita o seu regresso a Portugal.

Veja a carta AQUI.

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