Filipa Torrinha Nunes dispara contra vídeo de Rita Pereira: “Deplorável. Não há outra palavra”, assinalou a comentadora.
Polémica cresce após vídeo de Rita Pereira com os filhos
Rita Pereira voltou a gerar debate nas redes sociais depois de partilhar, no fim de semana, um vídeo em que surge a ensinar a filha bebé, Lowê, a não bater no irmão mais velho, Lonô, de seis anos. O momento, aparentemente inofensivo, tornou-se tema central no Passadeira Vermelha desta segunda-feira, 17 de novembro.
Enquanto algumas comentadoras consideraram a publicação “inocente”, Filipa Torrinha Nunes deixou um alerta contundente sobre a exposição de crianças no digital.
“Ter o vídeo público, acho deplorável”
Desde o início, a psicóloga deixou clara a sua posição. “Se eu recebesse este vídeo como amiga da Rita no meu telemóvel e fosse uma coisa privada, eu achava o vídeo querido, acho amoroso. Ter o vídeo público, acho deplorável, não há outra palavra”, afirmou.
Segundo Filipa Torrinha Nunes, o problema não está no conteúdo em si, mas no facto de o momento íntimo ter sido colocado em espaço público.
“Os pais não têm nenhum direito de roubar a privacidade dos filhos”
A comentadora reforçou depois a necessidade de maior consciência por parte das figuras públicas que expõem crianças nas redes sociais. “Eu sei que eu sou chata com este assunto, mas não há como, não é por ser a Rita Pereira. Qualquer ser humano deste planeta que exponha as crianças no digital, ainda para mais um momento tão íntimo, eu acho que tem que haver mais consciência dos malefícios que isto tem para a vida destas crianças (…)”, alertou.
E prosseguiu com um aviso sobre os limites parentais:
“Eu acho que os pais não têm nenhum direito de roubar a privacidade e anonimato dos seus filhos (…), não fazem por mal, não é por mal, mas acho que a consciência tem que existir, isto não é positivo!”
“As crianças não devem ser utilizadas como mercadoria digital”
Para Filipa Torrinha Nunes, o vídeo expõe uma problemática crescente: o uso inconsciente da imagem dos filhos para gerar interações online.
Ainda no programa, reforçou:
“Temos que pensar um bocadinho nos miúdos e eles não devem ser utilizados, para mim, como mercadoria digital, e é disto que se trata. Pode não ter lá o hashtag da marca mas está no meio digital onde são de alguma maneira utilizados para os gostos e as visualizações, sou totalmente contra (…). Há imensos perigos”, concluiu.
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