Taylor Swift faz história no Songwriters Hall of Fame e torna-se a mulher mais jovem a receber a distinção nesta área.
Taylor Swift alcançou uma nova marca na sua carreira.
A artista norte-americana tornou-se a mulher mais jovem de sempre a ser incluída no Songwriters Hall of Fame.
A distinção chega depois de cumprir o requisito de 20 anos desde o lançamento da primeira canção.
Em junho de 2006, Taylor Swift apresentou “Tim McGraw”, o single que abriu caminho ao álbum de estreia.
Duas décadas de canções e recordes
Desde esse primeiro tema, Taylor Swift construiu uma carreira marcada por diferentes fases musicais.
A cantora passou pelo country, pelo pop e pelo folk, somando 12 álbuns editados.
Além disso, conquistou 14 Grammys, incluindo quatro prémios de álbum do ano, um recorde na categoria.
A entrada no Songwriters Hall of Fame reforça o peso da artista enquanto compositora e figura central da pop contemporânea.
Steven Spielberg apresentou Taylor Swift
A cerimónia decorreu em Nova Iorque, perante uma sala esgotada e uma plateia com várias estrelas.
Steven Spielberg ficou responsável por apresentar Taylor Swift e destacou a força da escrita musical.
“𝗛á 𝗮𝗹𝗴𝗼 𝗶𝗻𝗲𝗴á𝘃𝗲𝗹 𝗻𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮𝘀 𝗰𝗮𝗻çõ𝗲𝘀 𝘀𝗲 𝗴𝗿𝗮𝘃𝗮𝗺 𝗻𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝗮𝗹𝗺𝗮”
Depois, o realizador dirigiu-se diretamente à cantora.
“𝗗𝗲 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺 𝗺𝗼𝗱𝗼, 𝗮 𝗧𝗮𝘆𝗹𝗼𝗿 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗲-𝗻𝗼𝘀 𝗯𝗲𝗺 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀.”
Emoção no discurso da artista
Visivelmente emocionada, Taylor Swift falou sobre a forma como a composição surgiu na sua vida.
A cantora assumiu que a escrita de canções sempre lhe pareceu natural.
“𝗙𝗼𝗶 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗶𝗻𝘁𝗶𝘃𝗼. 𝗡𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺 𝗺𝗲 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼𝘂 𝗮 𝗳𝗮𝘇ê-𝗹𝗼”
Ainda a segurar as lágrimas, deixou uma nota de agradecimento.
“𝗡𝘂𝗻𝗰𝗮 𝘀𝗲𝗿𝗲𝗶 𝗰𝗮𝗽𝗮𝘇 𝗱𝗲 𝗲𝘅𝗽𝗿𝗶𝗺𝗶𝗿 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗴𝗿𝗮𝘁𝗶𝗱ã𝗼”
Taylor Swift atribuiu parte do sucesso ao sacrifício da família.
Os familiares deixaram a Pensilvânia e mudaram-se para Nashville, no Tennessee, para apoiar o início da carreira da artista.
Uma semana intensa para Taylor Swift
A distinção chegou numa semana particularmente movimentada para a cantora.
Poucos dias antes, Taylor Swift tinha sido vista no Madison Square Garden, em Nova Iorque.
A artista celebrou um jogo histórico das Finais da NBA entre os New York Knicks e os San Antonio Spurs.
Na ocasião, esteve acompanhada por Ben Stiller, Alana Haim, Este Haim e Mariska Hargitay.
Stevie Wonder mantém recorde absoluto
Apesar de Taylor Swift ser agora a mulher mais jovem homenageada, o recorde absoluto continua a pertencer a Stevie Wonder.
O cantor de soul permanece como a pessoa mais nova de sempre a entrar no Hall da Fama.
Esse dado foi lembrado durante a cerimónia, uma vez que Stevie Wonder iniciou a carreira discográfica aos 13 anos.
Ainda assim, a entrada de Taylor Swift deu novo fôlego à gala deste ano.
A homenagem destacou a influência da artista nas tendências da música pop através da sua escrita.
Kiss, Alanis Morissette e Kenny Loggins também celebrados
A noite não ficou centrada apenas em Taylor Swift.
A cerimónia celebrou ainda Gene Simmons e Paul Stanley, dos Kiss, Christopher “Tricky” Stewart, Alanis Morissette e Kenny Loggins.
A gala decorreu no hotel Marriott Marquis e abriu com uma homenagem de Tamar Braxton a Christopher “Tricky” Stewart.
O compositor, produtor e rapper de R&B foi celebrado ao som de “Single Ladies”, de Beyoncé.
Stewart é também responsável por temas como “Umbrella”, de Rihanna, “Touch My Body”, de Mariah Carey, e “Baby”, de Justin Bieber.
Christopher “Tricky” Stewart homenageado
Dallas Austin apresentou Christopher “Tricky” Stewart durante a cerimónia.
O compositor e produtor, conhecido pelos seus trabalhos com Boyz II Men e Madonna, sublinhou o impacto cultural do catálogo de Stewart.
“𝗣𝗲𝗻𝘀𝗲𝗺 𝗻𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗰𝗮𝘁á𝗹𝗼𝗴𝗼”
Depois, reforçou a importância dessas canções na música popular.
“𝗦ã𝗼 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀.”
Por sua vez, Christopher “Tricky” Stewart agradeceu a Deus, à família, aos artistas com quem trabalhou e aos seus mentores.
O produtor fez ainda referência a Antonio “L.A.” Reid e a Babyface.
“𝗤𝘂𝗲𝗿𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗼 𝗟.𝗔. 𝗲 𝗼 𝗕𝗮𝗯𝘆”
Raye recebeu o prémio Hal David Starlight
A cerimónia incluiu também a entrega do prémio Hal David Starlight à cantora britânica Raye.
A distinção reconhece jovens compositores que estão a afirmar-se na indústria musical com canções originais.
No discurso, Raye aproveitou o momento para defender os autores.
A artista afirmou que os compositores devem receber uma parte dos direitos sobre as gravações-mestre.
O tema continua a ser debatido na indústria musical e ganhou novo destaque na gala.
Assim, a noite juntou memória, catálogo e futuro da composição.
Para Taylor Swift, porém, ficou sobretudo a marca histórica de uma entrada que consolida duas décadas de escrita, influência e ligação ao público.

