Família de Maria Cerqueira Gomes coloca Quinta da Fôja à venda, segundo foi revelado no V+Fama.
A família de Maria Cerqueira Gomes decidiu colocar à venda a Quinta da Fôja, uma propriedade histórica localizada na região do Baixo Mondego.
A informação foi avançada por Adriano Silva Martins, na emissão desta quinta-feira, 23 de julho, do programa V+ Fama. A decisão estará relacionada com o crescente número de proprietários e com os encargos necessários para conservar o espaço.
“É o fim de uma era”
Ao revelar a colocação da quinta no mercado, Adriano Silva Martins destacou a importância que a propriedade tem para a família da apresentadora.
“É o fim de uma era, porque esta quinta está à venda”, anunciou.
Segundo o apresentador, o imóvel pertence atualmente a vários familiares. Com o passar das gerações, aumentou o número de pessoas com direitos sobre a propriedade.
“Pela informação que nós temos, a quinta é de vários proprietários, porque são muitos tios, são muitos primos, e a quinta ainda está em ótimo estado. Preferiram, porque cada vez são mais sobrinhos, cada vez são mais primos, cada vez são mais tudo, enquanto a propriedade ainda está em bom estado, vendê-la”, explicou.
Assim, a família terá optado por avançar com a venda antes que a divisão entre herdeiros e os custos de manutenção tornem a gestão ainda mais complexa.
Propriedade tem mais de 800 hectares
Adriano Silva Martins descreveu a quinta como uma propriedade histórica, adquirida há vários anos pela família de Maria Cerqueira Gomes.
“É uma propriedade histórica”, salientou, acrescentando que o edifício principal “era um antigo convento”.
O espaço terá origem nos séculos XVII ou XVIII e inclui mais de 800 hectares dedicados, entre outras atividades, a arrozais e pomares.
“A família de Maria já adquiriu esta propriedade há muito tempo, são mais de 800 hectares de arrozais e de pomares”, revelou.
Apesar da dimensão e da antiguidade, a propriedade continuará em bom estado de conservação.
Preço de venda permanece sob consulta
O valor pedido pela Quinta da Fôja não foi divulgado, encontrando-se sob consulta junto da imobiliária responsável pela venda.
Durante o programa, Adriano Silva Martins apresentou uma estimativa obtida através do ChatGPT. Contudo, o próprio comunicador deixou claro que não sabia se o montante correspondia ao valor real do imóvel.
“Fui consultar ao chat do GPT, Isabel, e diz o chat do GPT que aquilo é uma propriedade para 30 milhões de euros. Não sei se será tanto, mas que é uma belíssima propriedade, sim”, afirmou.
O número referido no V+ Fama não corresponde, portanto, a uma avaliação oficial nem ao preço de venda anunciado pelos proprietários.
Quinta recebeu Cayetano Rivera e Pierre Gasly
Isabel Figueira recordou que a propriedade tem sido transmitida entre diferentes gerações da família.
Além do valor patrimonial, a quinta também terá recebido algumas figuras conhecidas ligadas à vida de Maria Cerqueira Gomes.
“Esta quinta tem passado de gerações para gerações, inclusive tivemos o Cayetano Rivera lá também passar o Natal e as férias em família”, contou a comentadora.
Adriano Silva Martins acrescentou que Pierre Gasly, piloto de Fórmula 1, também já esteve no local.
Número de herdeiros terá dificultado gestão
A divisão da propriedade por vários familiares foi apresentada como uma das principais razões para a venda.
Adriano Silva Martins exemplificou a forma como o número de proprietários poderá ter aumentado ao longo das gerações.
“A informação que eu tenho é que, obviamente, esta quinta, vamos supor, era de um avô. O avô tinha, vamos supor, seis filhos. Esses seis filhos tiveram cada um dois filhos. […] Aquilo já começa a ser uma salganhada de tanta gente”, explicou.
Embora a exploração da quinta possa gerar receitas, a sua dimensão também obriga a investimentos elevados e regulares.
Os custos com funcionários, impostos, conservação dos terrenos e manutenção do edifício principal terão pesado na decisão tomada pela família.
“Quando tudo é de todos, não é de ninguém”
António Leal e Silva mostrou compreender a venda, tendo em conta as dificuldades de administrar uma propriedade partilhada por muitos herdeiros.
“No fundo, a casa pertence à família, mas não pertence a ninguém em especial. […] Quando tudo é de todos, não é de ninguém”, observou.
O comentador destacou ainda que patrimónios desta dimensão podem tornar-se difíceis de sustentar, mesmo quando existe valor sentimental e capacidade para gerar rendimento.
Turismo e hotelaria entre as possibilidades
Durante a conversa, o painel apontou o potencial da Quinta da Fôja para um projeto ligado ao turismo de habitação ou à hotelaria.
A dimensão dos terrenos, os acessos e o caráter histórico do edifício foram destacados como elementos que poderão despertar o interesse de investidores.
Contudo, uma futura intervenção terá de respeitar a fachada e vários elementos arquitetónicos originais. Entre estes encontram-se colunas, pedras e frescos.
Já o interior poderá permitir uma renovação mais abrangente, desde que sejam cumpridas as regras de preservação aplicáveis ao imóvel.
