Katy Perry acusa Casa Branca de Donald Trump de usar Firework em vídeo de ataques militares

Katy Perry acusa Casa Branca de Donald Trump de usar Firework em vídeo de ataques militares, com fortes críticas.

Katy Perry reagiu com indignação à utilização de Firework num vídeo divulgado pela Casa Branca. As imagens mostravam ataques militares, uma associação que a cantora rejeitou publicamente.

Na manhã de sábado, 25 de julho, a artista afirmou que não autorizou o uso do tema lançado em 2010. Além disso, considerou que o conteúdo contraria por completo a mensagem original da canção.

Katy Perry diz que não autorizou utilização da música

Através de uma publicação na rede social X, Katy Perry dirigiu críticas à conta da Casa Branca no TikTok.

“Estou profundamente chocada e zangada por ver ‘Firework’ usada na conta do TikTok da @WhiteHouse como banda sonora para imagens de vídeo de ataques militares”, escreveu.

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De seguida, a cantora afastou qualquer envolvimento na decisão.

“Não aprovei isto, não me perguntaram, e eu absolutamente não o condono.”

Para Katy Perry, Firework nasceu como uma mensagem de incentivo dirigida a quem atravessa períodos particularmente difíceis.

“Escrevi esta canção para ser um hino de esperança, cura e força interior para pessoas que estão a passar pelos seus momentos pessoais mais sombrios”, recordou.

“A minha música é para unir as pessoas”

A artista mostrou-se especialmente incomodada com a associação entre a canção e imagens de violência.

Segundo Katy Perry, ver uma mensagem de autoestima e encorajamento “transformada em arma para ser a banda sonora de destruição e violência é uma violação completa de tudo o que a minha canção representa”.

A cantora terminou a posição pública com uma frase direta.

“A minha música é para unir as pessoas, não para celebrar a guerra.”

Ariana Grande também criticou a Casa Branca

Katy Perry junta-se a outras artistas que contestaram a utilização das respetivas músicas em vídeos relacionados com políticas da administração de Donald Trump.

Em junho de 2026, Ariana Grande reagiu ao uso de Bye numa publicação sobre detenções de imigrantes nos Estados Unidos.

O vídeo incluía a legenda: “Bye-bye. O Presidente Trump conseguiu a fronteira mais segura da história.”

Na secção de comentários, Ariana Grande classificou o conteúdo como desumano e pediu que a sua música não voltasse a ser associada àquele tipo de mensagem.

“Por favor, nunca usem a minha música em relação a esta barbárie, desumana, hedionda e sem sentido. F* ICE”**, escreveu, segundo a revista Variety.

O comentário deixou de estar visível poucas horas depois. Contudo, representantes da cantora confirmaram à publicação que a mensagem tinha sido escrita por Ariana Grande, embora “por alguma razão não está publicamente visível”.

SZA acusa Casa Branca de provocar artistas

SZA também já tinha contestado a utilização de uma das suas músicas em conteúdos relacionados com deportações.

Em dezembro de 2025, a Casa Branca partilhou imagens de agentes do ICE a efetuarem detenções ao som de Big Boys.

“OUVIMOS DIZER QUE É ÉPOCA DE ALGEMAS”, podia ler-se na legenda.

A publicação acrescentava: “Más notícias para criminosos ilegais. Boas notícias para a América.”

SZA acusou a Casa Branca de provocar deliberadamente os artistas para gerar polémica e aumentar o envolvimento nas redes sociais.

“A Casa Branca a fazer ‘rage-baiting’ a artistas para promoção gratuita é o AUGE da escuridão”, escreveu.

A cantora descreveu ainda a estratégia como “maléfico e aborrecido”.

Sabrina Carpenter rejeitou associação à agenda política

Antes de SZA, também Sabrina Carpenter tinha criticado o Departamento de Segurança Interna norte-americano.

A reação surgiu após a utilização de Juno num vídeo que mostrava agentes do ICE a perseguirem e deterem pessoas.

Sabrina Carpenter classificou a publicação como “maléfica e nojenta” e exigiu que a sua obra não fosse usada naquele contexto.

“Não me envolvam a mim ou à minha música para beneficiar a vossa agenda desumana”, declarou.

Agora, Katy Perry reforçou a contestação pública ao rejeitar que Firework, concebida como uma mensagem de esperança, seja associada a imagens de ataques militares.

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