Helena Sacadura Cabral critica promessas por cumprir: “Fazer mais. Prometer menos”, afirmou a escritora.
Helena Sacadura Cabral recorreu às redes sociais para deixar uma reflexão sobre os principais problemas do país e a resposta dada pelo poder político.
A economista defendeu que Portugal não necessita de novas promessas, mas de medidas com efeitos concretos na vida da população. Habitação, saúde, educação, justiça e salários foram algumas das áreas que destacou.
“Portugal não precisa de mais promessas”
Helena Sacadura Cabral começou por considerar que os problemas estão identificados há muito tempo. Na sua perspetiva, falta passar do diagnóstico à execução.
“Fazer mais. Prometer menos.
Portugal não precisa de mais promessas. Precisa de resultados visíveis.
Há muito que sabemos quais são os desafios: o acesso à habitação, o funcionamento da saúde, a qualidade da educação, a justiça mais célere, salários que permitam viver com dignidade e um Estado que responda melhor às necessidades das pessoas. O diagnóstico está feito. O que falta é transformar intenções em ação.”
Além das dificuldades sentidas em diferentes serviços públicos, a economista apontou a necessidade de quem governa assumir responsabilidades pelos compromissos apresentados.
“Governar não é anunciar”
Na publicação, Helena Sacadura Cabral distinguiu o anúncio político da concretização de medidas. Para a economista, apresentar planos não é suficiente quando os resultados não chegam às pessoas.
“Governar não é anunciar. É concretizar. Não é multiplicar planos ou inaugurar expectativas. É cumprir compromissos, resolver problemas e prestar contas.”
A perda de confiança da população também esteve no centro da reflexão. Helena Sacadura Cabral associou esse afastamento ao incumprimento de promessas repetidas ao longo do tempo.
“As pessoas perderam a confiança não porque lhes faltam discursos, mas porque demasiadas promessas ficaram por cumprir. Recuperar essa confiança exige uma mudança de atitude: menos marketing político, mais trabalho consistente; menos anúncios, mais execução; menos justificações, mais resultados.”
“O que conta não é o que se diz”
Já na parte final do texto, Helena Sacadura Cabral defendeu que o futuro do país depende de decisões firmes, prioridades bem definidas e capacidade para agir.
“O futuro constrói-se com decisões corajosas, prioridades claras e capacidade para agir. É isso que faz a diferença entre quem promete e quem realmente muda a vida das pessoas.
Porque, no fim, o que conta, não é o que se diz. É o que se faz.
Fazer mais. Prometer menos.”
Com esta publicação, Helena Sacadura Cabral deixou uma crítica à distância entre os compromissos anunciados e os resultados alcançados, defendendo uma governação menos centrada no discurso e mais orientada para a execução.
Veja a publicação AQUI.
