Lon3r Johny levou o Sol da Caparica pela madrugada dentro

Lon3r Johny levou o Sol da Caparica pela madrugada dentro, encerrando em grande esta edição do festival.

Fotografias: Rui Pereira

Já passava da meia-noite quando Lon3r Johny assumiu o Palco Via Verde e ficou com a responsabilidade de fechar a programação do palco principal na edição de 2026 d’O Sol da Caparica. O concerto estava marcado para as 00h30, depois de um domingo que tinha começado musicalmente com Quim Barreiros e passado ainda pelos ÁTOA, MC Paiva e Slow J.

Uma sequência improvável se vista apenas pelos géneros musicais, mas bastante esclarecedora sobre aquilo que o festival procurou fazer durante quatro dias. Na última noite, a concertina dividiu espaço com a pop, o funk brasileiro, o hip hop e o trap sem que ninguém tivesse de pedir licença ao artista seguinte.

Coube a Lon3r Johny receber o palco já na reta final e prolongar a noite com a linguagem urbana que tem marcado o seu percurso.

- Publicidade -

Um regresso à Caparica com música nova

A presença de Lon3r Johny no cartaz tinha sido uma das primeiras confirmações anunciadas para 16 de agosto. A organização apresentou-o como um dos nomes da nova geração da música urbana portuguesa, destacando temas como Tempo e UH LA LA LA entre aqueles que ajudaram a aumentar a sua projeção.

Mas o músico chegou à Caparica em 2026 com bastante mais para mostrar do que um conjunto de canções já conhecidas.

Em abril, lançou 94, álbum composto por 16 temas e que trouxe material novo para uma carreira que continua a mover-se entre diferentes linguagens do trap e da música urbana. Antes do disco tinham surgido singles como EVERESTE e PREDESTINADO.

Esse contexto tornou a passagem pelo Sol da Caparica diferente de uma simples revisita aos temas que foram acumulando milhões de reproduções. Lon3r Johny apresentou-se no festival numa fase nova do percurso, com um álbum acabado de editar e repertório suficiente para cruzar diferentes momentos da carreira.

É também uma posição bastante diferente daquela em que apareceu nos primeiros anos. O nome deixou há muito de circular apenas dentro de um nicho do trap português e passou a integrar regularmente os grandes cartazes nacionais.

O último capítulo de quatro dias de música

O concerto de Lon3r Johny teve ainda a particularidade de ocupar o último horário do Palco Via Verde. Às 18h00, Quim Barreiros tinha aberto a programação; seguiram-se ÁTOA, MC Paiva e Slow J, antes de Lon3r entrar já pela madrugada.

Não deixa de ser curioso que um único domingo consiga começar com Quim Barreiros e terminar com Lon3r Johny.

Provavelmente haverá poucas conversas musicais em que os dois nomes apareçam naturalmente na mesma frase. No Sol da Caparica, bastaram algumas horas.

Foi esse o último desenho de um festival que, entre 13 e 16 de agosto, voltou a usar a música em língua portuguesa como ponto de partida sem a transformar numa fronteira estilística. A edição reuniu mais de 50 momentos musicais distribuídos por três palcos e cruzou artistas portugueses com nomes de outros países lusófonos.

Lon3r Johny ficou com as últimas horas do palco principal.

Depois de quatro dias, o Sol da Caparica não terminou propriamente ao pôr do sol.

Acabou já bem dentro da madrugada.

- Publicidade -

Destaques

Slow J cruzou mundos no Sol da Caparica

Slow J cruzou mundos no Sol da Caparica, na...

MC Paiva levou o funk brasileiro ao Sol da Caparica

MC Paiva levou o funk brasileiro ao Sol da...

ÁTOA levaram 12 anos de canções ao Sol da Caparica

ÁTOA levaram 12 anos de canções ao Sol da...

Quim Barreiros fez da Caparica uma festa popular em tamanho grande

Quim Barreiros fez da Caparica uma festa popular em...

Marcos Bastinhas rendido à Nazaré: «Para mim, é como estar em casa»

Marcos Bastinhas rendido à Nazaré: «Para mim, é como...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados