Elisa abriu no Olga Cadaval uma janela para o próximo capítulo, em concerto intimista e que agradou ao público.
Fotografias: Rui Pereira

Elisa actuou este sábado, 12 de setembro, no Auditório Acácio Barreiros, do Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra. Ao longo de cerca de 90 minutos, a cantora apresentou um espectáculo que aproximou as canções mais conhecidas do seu percurso de temas que apontam já ao próximo trabalho de originais.

O concerto permitiu acompanhar a evolução de uma artista que chegou ao grande público em 2020, quando venceu o Festival da Canção com Medo de Sentir. O tema permanece como uma referência incontornável da sua carreira, mas Elisa procurou mostrar em Sintra que o caminho não ficou preso à canção que lhe deu maior projecção.

Entre No Meu Canto e o que ainda está para chegar
O alinhamento passou pelo universo de No Meu Canto, álbum que inclui temas como Na Ilha, Coração e Se Não Me Amas, deixando também espaço para novas canções.
Sem uma produção excessiva a retirar atenção ao essencial, Elisa encontrou no ambiente próximo do Auditório Acácio Barreiros o enquadramento certo para colocar a voz e as canções no centro do espectáculo.

Foi também uma oportunidade para perceber uma artista em transição. Elisa já tem uma identidade reconhecível, mas continua à procura de novas formas de escrever, cantar e apresentar a sua música. Entre o repertório que o público conhece e aquilo que prepara para o próximo disco, o concerto funcionou como uma ponte entre duas fases.
Em Sintra, Elisa não viveu apenas da memória de Medo de Sentir. Mostrou que ainda há muito do seu percurso por escrever.






