Tânia Laranjo felicita Pedro Chagas Freitas e responde às críticas ao escritor: “A tragédia é não ter leitores. Não é ter muitos”

Tânia Laranjo felicita Pedro Chagas Freitas e responde às críticas ao escritor: “A tragédia é não ter leitores. Não é ter muitos”, afirmou.

Pedro Chagas Freitas celebra esta sexta-feira, 25 de setembro, o 47.º aniversário e Tânia Laranjo juntou-se às muitas mensagens que o escritor tem recebido ao longo do dia.

A jornalista dedicou-lhe uma publicação nas redes sociais, onde falou da amizade entre ambos, mas também da popularidade de Pedro Chagas Freitas e das críticas que frequentemente acompanham o sucesso comercial de um escritor.

“Gosto de ti. Gosto porque também gostas de ti. E porque sabes gostar do que é importante: dos teus. À tua maneira, claro.”

Tânia Laranjo prosseguiu no registo bem-humorado que caracteriza a relação entre os dois.

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“Também gosto da maneira como gostas dos que não gostam de ti. Há ali alguma condescendência, não vou mentir. Mas pronto. Até nisso tens graça.”

“É o problema de algum elitismo”

A jornalista passou depois para uma reflexão sobre determinados círculos literários e a forma como encaram autores que chegam a um público muito alargado.

“Há quem viva num mundo demasiado pequeno porque acha que está num mundo enorme.”

E desenvolveu: “É o problema de algum elitismo: fecham-se ali dentro, trocam umas ideias entre eles e, quando dão por isso, já estão convencidos de que inventaram o pensamento.”

Foi então que Tânia Laranjo pegou diretamente numa das características mais associadas a Pedro Chagas Freitas: o facto de ser um escritor popular.

“Depois há a coisa de seres um escritor popular. Popular. Esta palavra que, no mundo literário, às vezes é dita com o mesmo cuidado com que se fala de uma doença contagiosa.”

“Muitos dos que te acusam de ter leitores escrevem para meia dúzia”

A jornalista não fugiu às críticas de que o escritor tem sido alvo ao longo da carreira.

“Escreves para as massas, dizem. E eu acho graça. Porque muitos dos que te acusam de ter leitores escrevem para meia dúzia.”

E acrescentou, novamente com ironia: “E alguns, desconfio, escrevem sobretudo para a própria biografia.”

Tânia Laranjo resumiu depois a sua posição numa frase direta.

“A tragédia de um escritor é não ter leitores. Não é ter muitos. Um livro que ninguém lê pode ser muito importante, claro. Sobretudo para quem o escreveu.”

Sobre Pedro Chagas Freitas, deixou a conclusão: “Tu tens leitores. Muitos. Portanto, lamento informar: és popular.”

“Continua a escrever para as massas”

Na parte final da mensagem, Tânia deixou de lado prémios ou desejos ligados ao reconhecimento literário para se concentrar numa homenagem mais pessoal.

“Hoje é o teu aniversário e eu podia desejar-te uma coisa muito literária. Uma grande obra. Um prémio. Uma frase definitiva.”

Preferiu outra coisa: “Mas prefiro desejar-te saúde, os teus, muitos livros e ainda mais leitores.”

E terminou com uma última provocação aos críticos do escritor: “Continua a escrever para as massas. Há poucas vinganças literárias mais bonitas do que essa. Parabéns, Pedro.”

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