Tânia Laranjo vibra com vitória de Portugal em Alvalade: “Cristiano é quase uma instituição nacional da esperança”, afirmou.
Tânia Laranjo esteve esta quinta-feira, 24 de setembro, no Estádio José Alvalade para assistir à vitória de Portugal diante do País de Gales, por 1-0, na estreia de Jorge Jesus no comando da Seleção Nacional.
A jornalista da CMTV foi partilhando nas redes sociais diferentes momentos da noite e acabou por deixar uma crónica bem-humorada da experiência nas bancadas, desde a chegada ao estádio até ao regresso a casa.
Antes do encontro, Tânia começou precisamente pela sucessão de estreias que a noite representava.
“Primeiro jogo do JJ. Primeira vez que vejo a Seleção em Alvalade. E, a este ritmo, hoje é a primeira vez de tudo.”
A jornalista prosseguiu com uma lista de situações que foi encontrando nas bancadas: “Primeira vez de João Félix marcar para esta fase de Grupos da Liga das Nações. Primeira vez de alguém a cantar o hino sem saber a segunda parte. Primeira vez de um adepto a chegar cedo. Primeira vez de outro a perceber que comprou o bilhete para a porta errada.”
E acrescentou, em tom de brincadeira: “Primeira vez que eu entro no estádio e sei exatamente onde é a minha porta.”
“Com tanta primeira vez junta, isto só pode dar sorte a Portugal”
Tânia Laranjo aproveitou o ambiente que antecedeu o jogo para falar também das diferentes pessoas que vivem uma partida da Seleção a partir das bancadas.
“Há sempre alguém para quem é a primeira vez. Um jogador, um treinador, um adepto, o senhor das bifanas, a senhora com uma bandeira maior do que a casa.”
A jornalista terminou a primeira publicação com uma previsão que acabou por cumprir-se.
“E eu cá estou. Primeira vez da Seleção em Alvalade para mim. Com tanta primeira vez junta, isto só pode dar sorte a Portugal. E se não desse, já sabíamos a quem culpar: a minha estreia.”
Portugal acabaria mesmo por vencer, com João Félix a marcar o único golo da partida.
“O Cristiano é quase uma instituição nacional da esperança”
Depois do encontro, Tânia regressou às redes sociais para contar a noite desde o momento em que entrou em Alvalade.
“Fui ver a Seleção a Alvalade. Entrei pela porta 6 e descobri que o meu lugar era no Diamond. Não sabia que havia um Diamond em Alvalade. Uma pessoa vai ver futebol e acaba sentada numa pedra preciosa.”
O momento do hino e a reação do público a Cristiano Ronaldo mereceram particular destaque.
“Desfraldou-se a bandeira de Portugal. Cantou-se o hino com a mão no peito. Gritou-se Cristiano Ronaldo. Muito.”
E foi aí que deixou uma das frases da noite: “Porque há coisas que não precisam de acontecer para nós acreditarmos nelas. O Cristiano é quase uma instituição nacional da esperança. A bola vai para ele e nós já estamos emocionalmente no Euro.”
“Gritámos golos que não aconteceram”
A forma como os adeptos vivem cada aproximação portuguesa à baliza também entrou na descrição.
“Depois gritámos golos que não aconteceram. Houve saltos, abraços, braços no ar e gente a festejar uma bola que continuava tranquilamente sem entrar.”
Tânia resumiu depois essa antecipação tipicamente futebolística: “Em Portugal, até os golos têm direito a ser anunciados antes de existirem.”
Até que João Félix marcou.
“Depois marcou-se mesmo. E ganhámos por um.”
O triunfo pela margem mínima serviu para mais uma passagem bem-humorada: “Por um se ganha, por um se perde. Nós, por um, já estávamos prontos para declarar feriado nacional, perdoar todos os impostos e mudar o nome de Alvalade para Estádio da Vitória.”
Das 50 mil pessoas ao despertador
Já longe do estádio, a jornalista terminou a noite com a mudança entre o ambiente de Alvalade e o regresso à rotina.
“Agora estou no carro com o Adrian. Volto ao país real, faço-me à estrada e preparo-me para trabalhar bem cedo amanhã.”
E deixou a imagem final: “Há pouco éramos 50 mil pessoas a acreditar que tudo era possível. Agora somos dois num carro a acreditar que amanhã conseguimos abrir os olhos.”
“Portugal ganhou por um. Eu amanhã tento ganhar ao despertador.”
