Ana Guiomar fala de amor e fama: “Se calhar vou acabar a minha vida com o Rui Maria Pêgo”

Ana Guiomar falou sobre as dificuldades de conhecer pessoas fora do seu círculo e brincou com a possibilidade de terminar a vida ao lado de Rui Maria Pêgo. No podcast «Não Sei Ser», abordou também os paparazzi e a formação que construiu enquanto trabalhava.

A conversa com Joana Gama passou pela vida pessoal, pela exposição mediática e pelo lugar que a televisão ocupa na carreira da atriz.

Depois do fim da relação com Diogo Valsassina, Ana Guiomar foi questionada sobre como conhecer alguém que não fique condicionado pela sua notoriedade. A resposta começou com humor.

“Aqui em Portugal, as pessoas têm uma coisa extraordinária: vão lá a casa e já querem dormir.”

“Limitamos a nossa bolha”

Ao refletir sobre as oportunidades de encontrar uma relação, a atriz recuperou uma ideia que tinha lido sobre as pessoas que nunca chegamos a conhecer.

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“Se nós pudéssemos percorrer todo o mundo, a quantidade de pessoas que seriam as nossas almas gémeas… as oportunidades que estamos a perder por não percorrermos o mundo.”

Para Ana Guiomar, a tendência para manter os mesmos círculos reduz essas possibilidades, sobretudo com o passar dos anos.

“Limitamos a nossa bolha. E a nossa bolha, a maior parte das vezes, é profissional, mesmo social. Tens tendência, pelo menos com a idade, a ter cada vez menos amigos e relacionas-te com aqueles amigos só.”

Foi nesse contexto que lançou uma previsão em tom de brincadeira: “Se calhar vou acabar a minha vida com o Rui Maria Pêgo.”

A referência levou as duas a recordar a presença do apresentador no aniversário de Joana Gama, celebrado num restaurante do Centro Comercial Colombo. Ana Guiomar aproveitou para defender o espaço.

“Eu vou defender o Colombo neste momento (…) O Colombo tem lojas agora mais caras, já reparaste? O Colombo está a ficar polarizado.”

Paparazzi combinados e fotografias de praia

A exposição pública também entrou na conversa. Quando Joana Gama abordou a possibilidade de algumas “fontes próximas” serem os próprios protagonistas das notícias, Ana Guiomar mostrou-se pouco surpreendida.

“Eu acho que sim. Quando querem ‘pôr a render’. Como os paparazzi. Eu tenho a certeza de que há imensos paparazzi combinados (…) Não é esquisito, porque há muito tempo que ouço que essas coisas acontecem. Se calhar podes ter alguém muito próximo que é comentador.”

A atriz recordou depois uma conversa com a sua agente durante uma estadia no Algarve.

“Sabes que eu tenho uma história até com a minha agente (…) Discutimos e ainda estávamos na praia no Algarve. Eu disse: ‘Se nos fazem um paparazzi… Não existe paparazzi. Os paparazzi hoje em dia são quase todos combinados. A malta tem telefone, as pessoas tiram fotos’.”

Ao comentar fotografias suas captadas em Vilamoura, reagiu com humor à forma como apareceu nas imagens.

“Estava péssima. Só me faltava ter uma bola de Berlim. Eu estava com três… Com bué rolos ali, péssima (…) À próxima combino.”

A atriz não confirmou ter combinado essas fotografias. A observação surgiu como uma brincadeira sobre o resultado.

Ana Pereira é o nome que usa nas reservas

Para evitar ser imediatamente reconhecida em situações do quotidiano, Ana Guiomar revelou que recorre ao apelido menos conhecido.

“Sabes que eu uso muitas vezes para fazer reservas em restaurantes, coisas para que me ligam… Eu não uso o meu nome. O meu apelido não é Guiomar, as pessoas acham que é, mas o meu apelido é Pereira. Eu sou Ana Pereira. Às vezes digo que sou Ana Pereira.”

Trata-se, portanto, de usar outro elemento do seu próprio nome, e não de inventar uma identidade.

Formação feita entre o trabalho e as viagens de comboio

Na vertente profissional, Ana Guiomar explicou que foi complementando a experiência com cursos e pequenas formações.

“Eu fiz um curso pequenino, nas Caldas da Rainha, que acabava de trabalhar e conseguia ir para lá de comboio, porque eu vivia em Torres Vedras (…) E depois fiz pequenas formações.”

A atriz atribuiu uma parte importante da aprendizagem aos projetos e às pessoas com quem trabalhou, sobretudo no teatro.

“Tive a felicidade de fazer projetos incríveis, alguns muito longos, outros mais curtos, mas mesmo muita, muita sorte. E depois tive muita sorte de começar a fazer teatro muito nova, onde me ensinaram muito, onde nunca desistiram de mim, onde me valorizaram.”

Ao falar de dobragens, recordou experiências em animação, como «Minions» e «A Idade do Gelo». Já o trabalho em «Paddington», no qual deu voz à personagem de Nicole Kidman, deixou-lhe outra impressão.

“Eu era a voz da Nicole Kidman. Estava toda a gente a divertir-se imenso com o ursinho, depois, de repente, eu era só a voz de uma pessoa que, por acaso, até era má. Não é tão divertido como, de repente, estares a curtir com um boneco (…) É um bocado secante.”

“Eu cresci em televisão e eu viciei-me naquilo”

Apesar das experiências noutros formatos, Ana Guiomar assumiu uma preferência pela televisão, incluindo o ritmo exigente das gravações.

“Eu gosto de televisão. Eu gosto até da forma rápida de televisão. Eu cresci em televisão e eu viciei-me naquilo e sinto falta.”

Mais do que o trabalho diante das câmaras, destacou a relação construída com as equipas ao longo de vários meses.

“Na televisão tens a energia de uma equipa, que tu respeitas e percebes que o projeto não é só teu (…) E é muito fixe porque, de repente, estás ali seis, sete, oito, nove meses. E aquilo é mesmo uma família.”

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