Sofia Arruda revela que foi vítima de assédio sexual, por parte de poderoso televisivo. Não revelou o nome

Sofia Arruda foi entrevista por Daniel Oliveira, no Alta Definição.

Na SIC, a actriz falou sobre o percurso pessoal e profissional.

A atriz revelou que sofreu de assédio por parte de uma “pessoa com poder” em televisão.

“De repente puxam-te o tapete e deixas de ter trabalho. Aconteceu comigo. Estive dois anos sem trabalhar. No meu caso em específico foi uma situação muito delicada. Eu sabia porque não estava a ser escolhida”, disse.

“Nunca falei disto. Foi uma aproximação menos profissional por parte de uma pessoa com muito poder dentro de uma estação de televisão, de uma produtora, que queria uma atenção que não era profissional da minha parte. Tentou que houvesse ali mais alguma coisa. No início não percebi o que é que se estava a passar, achei que era uma questão profissional porque a primeira abordagem foi essa, vamos almoçar e falar do projeto. Esse almoço nunca chegou a acontecer, e ainda bem, porque claramente não era essa a intenção, falar do projeto”, acrescentou.

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Tentou “manter as coisas o mais profissional possível”.

“Uma mão, um cumprimento que ficava no sítio que não era suposto. Um beijo que me deixava um bocadinho constrangida, mas às tantas tu pensas que se calhar a pessoa é assim, muito afetuosa, e ficas a sorrir timidamente e afastas-te. Mas depois disso ia passando para intervenções mais diretas, de dizer que estava bonita, que me tinha visto não sei onde”, disse ainda.

Recusou vários jantares, que não eram relacionados com âmbito profissional.

Até que um dia, “eu estava na maquilhagem, e a pessoa chegou, agarrou-me no braço e disse: ‘É a tua última decisão?’, e eu disse sim, e ele respondeu-me: ‘Então tu nunca mais vais trabalhar aqui”, revelou Sofia Arruda.

“Não sei quanto tempo fiquei ali sentada, mas a maquilhadora começou-me a maquilhar o braço porque fiquei com os dedos dele marcados, mas a verdade é que assim que o projeto acabou, o meu nome era proposto [para outros projetos] e eu estive 5, 6, 7 anos sem trabalhar naquela estação”, detalhou.

“Sei que fui vítima, mas sentia-me culpada porque pensava se em algum momento tinha dado a entender alguma coisa. Mas tinha a certeza que não tinha dado, que nunca tinha permitido qualquer tipo de aproximação que não fosse profissional dentro do local de trabalho”, destacou.

“Não sabia o que fazer, não podia apresentar queixa, sendo que as mensagens que tinha eram profissionais”, explicou ainda Sofia Arruda.

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