Quarta-feira, Julho 28, 2021

Álvaro Covões: “Em Madrid, economia e covid convivem. Em Lisboa, não”

O empresário Álvaro Covões deixou fortes críticas ao governo e comparou a forma como a pandemia está a ser gerida em Portugal e em Espanha.

Após uma viagem de Madrid para Lisboa, Álvaro Covões começou por referir que “vim hoje de Madrid e ao desembarcar em Lisboa, como é hábito, ninguém, absolutamente ninguém, verificou se os passageiros eram portadores de certificado digital válido ou teste covid negativo“.

Ao contrário do que as autoridades espanholas fazem a quem desembarca em Madrid, onde todos são verificados, em Lisboa ninguém o faz“, comparou.

Mas as diferenças não são só essas: em Madrid o comercio, a restauração, os teatros e cinemas, funcionam interruptamente há mais de um ano. Em Lisboa, as limitações são imensas, para alem do encerramento nos primeiros meses do ano, encerramento parcial atual, etc.
Em Madrid, economia e covid convivem. Em Lisboa, não
“, continuou.

Em Lisboa todos entram sem controlo e depois, ao mínimo sinal de alarme, a culpa passa a ser dos portugueses e o governo fecha a economia e fecha-nos em casa“, destacou.

O empresário relembrou ainda que “hoje eu devia estar a trabalhar no NOS Alive junto de mais de 5,500 trabalhadores entre artistas, técnicos, profissionais da cultura, seguranças, assistência médica, polícia e bombeiros, profissionais de restauração e promotores, mas estamos pelo segundo ano consecutivo proibidos de trabalhar“.

Talvez tivesse sido uma boa estratégia permitir festivais para vacinados e assim incentivar a população mais jovem a tomar rapidamente a vacina. Mas não, optou-se até agora, pela campanha do medo“, sugeriu.

As empresas da cultura, eventos, hotelaria e restauração precisam de trabalhar. Esta na hora de pormos ordem na casa. A economia vai ter de abrir e vamos ter de aprender a viver com o vírus. Portugal é o país da europa com mais restrições económicas e sociais. Definitivamente as pastas da saúde e da administração interna têm de ter novas caras e novas políticas“, afirmou, desagradado.

Temos também de deixar de dar tempo de antena aos chamados especialistas, como se em Portugal só se morresse de covid. Hoje morreram 236 pessoas, das quais 8 com covid. É grave? Claro que sim, mas temos de seguir em frente para não morrermos todos da cura. E já agora, por favor, parem de dar más noticias sobre Portugal que afastam os turistas que tanto necessitamos, para além de dar uma imagem péssima do país. Meus caros, Presidente da República e Primeiro Ministro, ponham o país a andar para a frente, a toda a velocidade“, rematou.

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