Ana Arrebentinha não terá natal após a morte da mãe: “não sei como ter um Natal”, afirmou a humorista nas redes sociais.
A morte da mãe, no início de 2024, a juntar-se à morte do pai, há alguns anos, são feridas difíceis de sarar.
“O Natal! – Cristina, quando vens? Cristina, trás aqueles aqueles bichinhos bons -, eram os camarões! Passei todos os natais com o meu pai e com a minha mãe, não houve um Natal em que eu não estivesse lá. Hoje, a esta hora, já lhe tinha feito o lume, já eu estava a cozinhar, todos os anos eu tentava que o Natal fosse Natal após a partida do meu pai! Todos! [Agora], não sei como ter um Natal. Agora, não sei como se faz. Este ano já não vou acender o lume, já não vou receber a chamada, já não vou levar os bichinhos bons“, referiu.
“Hoje a casa do Alentejo está fechada, sem cheiro a Natal! Está vazia!“, lamentou.
“Recordo-me do meu pai e da minha mãe a cozinharem, do Pinheiro que tinha ido buscar com a minha avó, das bolas de chocolate que o meu pai comia e deixava o papel cuidadosamente para que não reparássemos que não havia chocolate. Recordo-me do lume que aquecia de tal maneira a casa que tínhamos de arregaçar as mangas porque estava calor. Lembro-me do cheiro dos enchidos frescos, lembro-me dos tachos aos lume, cada tacho tinha uma iguaria diferente, um era galo do campo guisado, outro tordos fritos, ou o camarão a cozer… Lembro-me dos aventais cheio de nódoas, lembro-me dos meus tios, tias e os meus primos a chegarem com mais comida…“, relembrou.
“Lembro-me das histórias e gargalhadas, de estarmos ao lume. E, por fim, lembro-me do cheiro do chá de Erva Luísa, para fazer a digestão…“, acrescentou.
“Hoje os aventais não têm nódoas, o lume está apagado, os meus tios em casa, os tachos estão arrumados…. Não há cheiros, não há o calor das brasas, nem o cheiro a enchidos. Um dia será Natal! Um dia estarei a fazer o Natal naquela casa com o avental cheio de nódoas a fazer tudo o que vi, vivi e senti! Um dia será Natal!“, finalizou.
Ver esta publicação no Instagram
Assim, Ana Arrebentinha não terá natal após a morte da mãe: “não sei como ter um Natal”.
