Anjos: Os motivos para o pedido de 1 milhão de euros de indemnização a Joana Marques, foram explicados pela advogada.
A polémica entre os irmãos Rosado, conhecidos como Anjos, e a humorista Joana Marques continua a marcar a atualidade mediática. Em causa está uma ação judicial movida pelos cantores, que exigem uma indemnização superior a um milhão de euros, na sequência de uma piada feita por Joana Marques no seu programa.
Recorde-se que a sátira remonta a 2022, após uma atuação dos Anjos na interpretação do hino nacional antes de uma prova de MotoGP no Autódromo Internacional do Algarve. A humorista terá, segundo os queixosos, feito comentários considerados lesivos da sua imagem.
A revista TV 7 Dias desta semana revela declarações da advogada dos artistas e explica, com pormenor, a base do pedido de indemnização. A questão foi ainda comentada no programa ‘V+ Fama’, da V+ TVI, emitido na passada sexta-feira, 27 de junho.
“A pergunta do milhão – e este ainda não saiu do bolso de Joana Marques – é: de onde é que saem as contas para que os Anjos reclamem à humorista um milhão de euros em indemnização? A advogada dos irmãos Rosado esclareceu tudo, no entanto, na revista TV 7 Dias”, destacou Adriano Silva Martins durante o programa.
Guilherme Castelo Branco, também presente no painel, partilhou a sua visão sobre a argumentação apresentada:
“Falo da minha opinião, eu não acho que o que ela veio dizer tenha acrescentado grande coisa, já se percebia mais ou menos o que é que poderia ser”, começou por referir.
De seguida, explicou que os cantores alegam ter sofrido prejuízos diretos na carreira:
“Basicamente o que ela alega é que foram perdidos concertos, alegadamente estão a fazer metade dos concertos que faziam antes, em 2019, por comparação com o pré-Covid e não o pós”, disse.
“Houve ali dois anos em que não tiveram concertos, tiveram menos rendimento e depois em 2020 ou 2021, quando voltaram, aquilo não avançou da melhor maneira”, acrescentou.
Além disso, segundo o comentador, há também uma dimensão comercial associada à queixa:
“Alegam que houve uma perda de rendimento e que perderam contratos de imagem que tinham. Calculo que fosse algumas publicidades com marcas e depois por danos morais”, explicou.
“Juntando tudo, isto chegaria a mais de um milhão de euros. Vamos ver se realmente conseguem provar isso ou não”, frisou.
Por fim, foi ainda referido que o duo terá optado por adiar projetos musicais:
“Dizem também que adiaram lançamentos de músicas devido a isto. Isto também poderá ter criado um constrangimento, não sabemos”, concluiu.
Até ao momento, o processo já contou com duas audiências, a 17 e 18 de junho, estando marcada uma nova sessão para a próxima segunda-feira, 30 de junho.

