António Raminhos: “estou mentalmente descompensado, esgotado, de rastos”

António Raminhos: “estou mentalmente descompensado, esgotado, de rastos”, assinalou nas redes sociais.

Humorista partilha desabafo honesto sobre ansiedade e limites pessoais

Esta terça-feira, 17 de fevereiro, António Raminhos recorreu ao Instagram para fazer um desabafo público sobre o impacto emocional de vários dias de trabalho intenso.

Desde logo, o humorista explicou o ponto a que chegou após mais de uma semana de gravações exigentes. “Estou há oito dias a gravar a um ritmo elevado e estou mentalmente descompensado, esgotado, de rastos. Não é culpa de ninguém, mas deixei chegar a um ponto que não devia”, começou por escrever.

Ansiedade transforma tarefas normais em desafios constantes

Em seguida, António Raminhos detalhou como a ansiedade altera a perceção do quotidiano profissional. Apesar de, à primeira vista, tudo parecer normal, a realidade é bem diferente. “Para o cidadão comum está tudo bem (…) mas quando alguém tem ansiedade, obsessões, medos de contaminação e necessidade de controle mínimo isto vira uma caldeirada”, confessou.

Além disso, explicou que os locais de gravação agravaram o desconforto. “Todos os dias estou a gravar em locais antigos, que na minha cabeça não são seguros, cheios de pó ou materiais que acho perigosos”, escreveu, acrescentando o peso emocional de situações sociais simples.

Pressão para estar bem-disposto faz a ‘bolha’ rebentar

Ainda assim, Raminhos sublinhou que continuou a cumprir as exigências profissionais. “No meio disto tudo, tenho de ser criativo, estar bem-disposto, disponível. E estou!”, garantiu. No entanto, alertou para o esforço constante de aceitar o desconforto.

Segundo descreveu, esse esforço tem consequências. “Ir à luta… ser o caminho a seguir é também estar em constante esforço e a bolha rebenta”, revelou, descrevendo um episódio vivido num quarto de hotel. “Entrar no quarto de hotel ver uma mancha no chão e entrar em pânico com o que poderia ser”, partilhou.

Mensagem de alerta para quem vive desafios semelhantes

Depois, o humorista explicou a razão do desabafo público. “Porque é que partilho isto? Não é por pena nem para palmadinhas nas costas, mas porque sei que não sou o único”, esclareceu.

Nesse sentido, deixou um aviso claro. “Não se deixem chegar a este ponto. Não precisam de aceitar todos os desafios, não precisam de ir sempre à luta a toda a hora”, escreveu, defendendo a importância de estabelecer limites.

Respeito próprio acima das expectativas externas

Entretanto, António Raminhos contou que teve de se afastar pontualmente de uma entrevista. “Ontem tive de dizer à equipa ‘tenho de ficar de fora nesta entrevista, peço desculpa’”, revelou, assumindo a necessidade de cuidar de si.

Por fim, deixou uma reflexão sobre os sentimentos vividos. “Hoje acordei com sentimento de culpa, de tristeza, mas são ‘sentimentos’ não sou eu, não me definem”, escreveu, reforçando que fazem parte de um momento específico.

A terminar, recordou que o tema já tinha sido abordado no seu trabalho recente. “O episódio de Intermédios de ontem era exatamente sobre este tema”, concluiu, mantendo o compromisso de continuar a enfrentar desafios, mas com mais respeito pelos próprios limites.

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