António Raminhos volta a falar sobre ansiedade: “A única aceitação de que preciso é a minha”, referiu nas redes sociais.
António Raminhos voltou a abordar publicamente a ansiedade e o caminho que tem feito para compreender os próprios pensamentos e medos.
Numa publicação partilhada esta terça-feira, o humorista explicou que não escolheu viver com determinadas dúvidas. Contudo, decidiu continuar a procurar respostas e a conhecer-se melhor.
Além disso, deixou uma mensagem a quem enfrenta dificuldades semelhantes, lembrando que a luta contra a ansiedade não é vivida de forma isolada.
“Eu não escolhi ser assim”
António Raminhos começou por distinguir aquilo que não consegue controlar das decisões que pode tomar perante a ansiedade.
“Eu não escolhi ser assim. Não escolho pensar no que penso, ter medo do que tenho, duvidar do que duvido. Não escolho.”
Apesar disso, o humorista explicou que pode escolher a forma como procura lidar com aquilo que sente.
“Mas escolho procurar respostas. Escolho tentar uma e outra vez. Mesmo que passe vezes sem conta pelo mesmo.”
A procura por uma maior compreensão pessoal continua, mesmo quando os mesmos pensamentos, dúvidas ou receios regressam.
“Escolho saber mais sobre mim, escolho entender, falar, questionar como uma criança.”
António Raminhos questiona a origem dos medos
No processo de autoconhecimento, António Raminhos procura perceber a razão de determinados pensamentos e a função que o medo poderá ter desempenhado.
“Porque é que penso nisto? Porque é que me incomoda? Em que momento foi útil eu ter medo?”
As respostas não são procuradas apenas de forma individual. O humorista recorre também ao diálogo com outras pessoas e com quem poderá ajudá-lo.
“E falo comigo, com outros, com quem me pode ajudar”, escreveu.
Ao mesmo tempo, António Raminhos admitiu que deixou de esperar compreensão ou aprovação de quem não consegue entender esta realidade.
“A única aceitação de que preciso é a minha”
Perante a falta de compreensão, o humorista prefere não entrar em confronto.
“Apenas sorrio. A única aceitação de que preciso é a minha.”
Para António Raminhos, aceitar a própria história não significa desistir de procurar respostas. Pelo contrário, implica assumir a responsabilidade pelo caminho que pretende continuar a fazer.
“Aceitar que esta é a minha história e que sou eu que vou procurar as respostas.”
Depois, deixou uma mensagem dirigida a todos aqueles que também lidam com medos, dúvidas e ansiedade.
“E não se esqueçam. Ninguém está sozinho.”
Ansiedade é uma luta partilhada por muitas pessoas
António Raminhos recordou a dimensão da população mundial para mostrar como é improvável que alguém esteja completamente sozinho naquilo que sente.
“São oito biliões de pessoas nesta terra. Outras tantas que já cá estiveram e outras virão.”
Nesse sentido, o humorista considera praticamente impossível que os medos e as ansiedades de cada pessoa sejam exclusivos.
“É virtualmente impossível sermos exclusivos nos nossos medos, dúvidas e ansiedades.”
Embora cada experiência seja sentida de forma individual, existem dificuldades semelhantes vividas por muitas outras pessoas.
“Claro que são os nossos, mas apenas porque são vividos por nós. Porque a luta é universal.”
Por isso, António Raminhos incentivou os seguidores a continuarem a procurar respostas.
“Por isso, continuem na descoberta.”
Partilhar sem procurar aprovação
A mensagem prosseguiu com um apelo para que ninguém desista perante a repetição dos mesmos erros, medos ou dúvidas.
“Por mais vezes que caiam no mesmo erro ou dúvida. Estamos todos à procura de algo.”
António Raminhos defendeu também que a partilha não deve ser feita para conseguir validação exterior.
“E não partilhem à procura de uma aprovação, mas sim para colocar cá fora aquilo que tão desnecessariamente guardamos.”
Verbalizar aquilo que se sente poderá ser importante, mesmo quando não existe uma resposta imediata da parte dos outros.
“Alguém ouvirá, nem que sejamos nós próprios, que tantas vezes precisamos de verbalizar para entrar nos nossos próprios ouvidos.”
“Seguimos sozinhos, mas juntos”
Na parte final da publicação, António Raminhos falou sobre os momentos em que o peso da ansiedade regressa.
“Quando vem aquele peso, sorriam.”
O sorriso, esclareceu, não significa que a experiência seja positiva. Representa antes o reconhecimento de algo que já foi vivido e que poderá ser enfrentado de outra forma.
“Não porque é bom, mas porque já o viveram e é mais uma oportunidade para fazer diferente.”
O humorista terminou a reflexão com uma frase sobre a dimensão simultaneamente individual e coletiva deste percurso.
“Seguimos sozinhos, mas juntos”, concluiu.
Veja a publicação AQUI.
