Terça-feira, Setembro 21, 2021

Beja: Bastinhas triunfa no 40º aniversário dos forcados de Cascais

Beja: Bastinhas triunfa no 40º aniversário dos forcados de Cascais

Beja: Bastinhas triunfa no 40º aniversário dos forcados de Cascais, no dia seguinte ao triunfo que obteve no Campo Pequeno.

A Praça de Touros José Varela Crujo, em Beja, abriu portas para uma corrida de touros comemorativa dos 40 anos do Grupo de Forcados Amadores de Cascais, que pegaram em solitário. O restante cartel foi composto pelos cavaleiros Luís Rouxinol, João Moura Jr., Marcos Bastinhas e o praticante Joaquim Brito Paes.

A primeira boa notícia relativa a esta corrida de touros surgiu antes do seu começo: lotação esgotada, dentro dos limites impostos pelas autoridades de saúde.

O curro de touros da ganadaria Herdeiros de Varela Crujo saiu bem-apresentado, com peso (sem excessos) e na maioria dos casos a pedir contas aos cavaleiros, adiantando-se no momento das reuniões, obrigando os toureiros a encontrar as distâncias certas, para não haver falhas.

Luís Rouxinol abriu praça frente a um touro bem-apresentado, e que se adiantava no momento da reunião. O experiente ginete começou por cravar três compridos. Na fase da cravagem curta, apostou numa brega de qualidade e após uma passagem em falso, corrigiu e deixou o primeiro curto de boa nota. O segundo, elevou a fasquia e Rouxinol acabou por partir para uma actuação agradável, perante rés com mobilidade, mas que exigia galões ao cavaleiro, no momento da reunião.

Pelos amadores de Cascais, João Tomás teve uma primeira tentativa em que falhou ao não se fechar na cara do touro. A segunda tentativa voltou a não correr bem. Concretizou à terceira, com o grupo a carregar mais e a conseguir fechar-se.

João Moura Jr. habituou-nos a nível muito alto nas suas actuações e isso, por vezes, joga contra si. A primeira actuação desta noite foi positiva, mas senti que lhe faltou algo para redondear a sua exibição. Lide muito ligada com o seu oponente desde início, com duas boas ferragens compridas, seguindo para os dois primeiros curtos de excelente nota. Uma performance com selo da casa Moura, mas com um claro cunho de Moura Jr. Uma brega de muita qualidade, escolha de terrenos acertada e as reuniões a ocorrerem bem, culminando com um palmito de boa nota e execução.

Rui Grilo, pelos amadores de Cascas, esteve mal na primeira tentativa ao não se dobrar na cara do touro. Corrigiu na segunda tentativa, concretizando com êxito.

Marcos Bastinhas vinha de um estrondoso triunfo, no dia anterior, no Campo Pequeno. E voltou a triunfar, desta vez, em Beja. Após cravar a ferragem comprida, com mérito, seguiu-se um compêndio de qualidade nas bandarilhas curtas. Todos os ferros cravados com muito mérito e impacto, tendo apenas um resultado mais traseiro. Terminou com um bom par de bandarilhas e apeando-se do cavalo. Público em êxtase e a aplaudir.

Destaque para uma aparatosa colhida do bandarilheiro Sérgio Santos ‘Parrita’, deixando-se limitado e a coxear.

Pelos forcados de Cascais, Roberto Alexandre fez um ‘pegão’ à segunda tentativa, aguentando firme na cara do touro e com o grupo a fechar bem.

O jovem praticante Joaquim Brito Paes esteve longe de uma actuação positiva. Não entendeu o touro, teve várias passagens em falso e a cravagem resultou díspar. Destaca-se, pela positiva, o terceiro curto. Uma noite pouco simpática para um jovem a quem reconheço bons atributos e capacidade de fazer muito, muito melhor.

Bruno Cantinho concretizou à segunda tentativa. Bem a citar, a mandar e a fechar-se com o touro, com o grupo a estar bem nesta tentativa.

Depois, o momento caricato da corrida: O cavaleiro ciente da má actuação não quis ir ao centro da arena, agradecer e receber os aplausos. O público insistiu e o forcado também, e ambos acabaram por dar meia-volta à arena, até que o toque do cornetim e aviso do director de corrida a parou.

Luís Rouxinol desenvolveu uma agradável actuação, com destaque para a segunda parte da mesma. Montando o cavalo Douro, Rouxinol desenvolveu uma excelente brega e foi colocando a cravagem da ordem com muito mérito e valor. Terminou com um bom par de bandarilhas. Touro a impor dificuldades ao cavaleiro de Pegões, valendo-se, este, da sua experiência e conhecimento.

Carlos Martim concretizou uma boa pega à primeira tentativa, com o grupo a fechar bem, já após o forcado ter reunido bem com o touro.

João Moura Jr. teve uma segunda lide uns furos abaixo da primeira. Começou por sofrer forte aperto contra tábuas, de um touro que não lhe facilitou a vida. O cavaleiro foi resiliente e acabou por deixar a cravagem da ordem, sem no entanto atingir o triunfo. Humildemente, ‘não deu volta’.

João Galamba concretizou à primeira tentativa, numa pega em que o touro arrancou de largo e o forcado fechou-se bem.

Marcos Bastinhas encerrou as actuações, no que às lides diz respeito. Apeou-se do cavalo para brindar a José Luís Zambujeira, ex-cabo do grupo de Cascais. Após um primeiro ferro comprido que resultou demasiado descaído, Marcos superou-se e teve um segundo ferro comprido de muito boa nota. Nos curtos, teve três bandarilhas curtas de nota muito alta, com batidas ao piton contrário. Destas, destaca-se a primeira. Saiu perante apoteose e sem aceder ao pedido de cravagem de mais um ferro.

Ventura Doroteia concretizou a pega ao primeiro intento, numa excelente execução e dominando todos os momentos. Bem, também, o grupo.

Dirigiu a corrida Agostinho Borges, assessorado por Guilherme Matias, sendo Nuno Massano cornetim, aplaudido várias vezes ao longo da corrida.

Uma noite ventosa, com os touros a exigirem qualidades aos toureiros. Marcos Bastinhas triunfou forte e augura uma temporada muito positiva.

Destaque para o Grupo de Forcados Amadores de Cascais que celebraram 40 anos, trajando actuais e antigos elementos do grupo, demonstrando ser um presente com história e de largo futuro.

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