Bernardo Cascais fala da evolução em ‘A Madrasta’ e admite: “Tive cenas muito fortes”

Bernardo Cascais fala da evolução em ‘A Madrasta’ e admite: “Tive cenas muito fortes”, afirmou, cita a TV 7 Dias.

Bernardo Cascais está a consolidar o caminho na representação. Depois da estreia em Morangos com Açúcar, o jovem ator integrou o elenco de A Madrasta, na TVI, onde deu vida a Miguel e encontrou um desafio bastante diferente daquele que marcou o início da carreira.

Com as gravações já terminadas, Bernardo faz um balanço muito positivo da experiência e considera que a novela lhe permitiu crescer enquanto ator. Embora Morangos com Açúcar permaneça inevitavelmente ligado à sua estreia, sente que este segundo projeto trouxe uma evolução evidente.

“Acho que tive uma grande evolução com esta novela”, reconheceu.

Trabalho com Albano Jerónimo e Inês Castel-Branco trouxe novas aprendizagens

Em A Madrasta, Bernardo Cascais teve oportunidade de contracenar com atores mais experientes, entre os quais Albano Jerónimo, Inês Castel-Branco e Isabela Abreu.

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O contacto diário com estes nomes transformou-se também numa oportunidade para observar e aprender.

“Dá-nos mesmo motivação para aprender com eles e absorver tudo o que podemos para melhorar”, explicou.

Também a resposta dos telespectadores tem contribuído para o balanço que faz desta etapa. “As pessoas estão a gostar muito da novela. Estou muito feliz com o resultado”, afirmou.

Miguel obrigou Bernardo Cascais a entrar numa realidade distante da sua

A construção de Miguel trouxe, contudo, dificuldades específicas. A personagem pertence a um universo de elevado estatuto social e encara determinadas situações de uma forma que Bernardo Cascais teve de compreender antes de conseguir transportá-las para a interpretação.

“É uma realidade completamente diferente”, admitiu.

O ator encontrou uma comparação simples para explicar a mentalidade de Miguel: “Para o Miguel destruir um carro pode ter o mesmo peso que, para a maioria das pessoas, deixar cair uma caneta. Partiu, compra outro”.

Essa distância entre ator e personagem obrigou-o a trabalhar comportamentos que não lhe surgiam naturalmente. “Encaixar isso na minha cabeça, a atitude dele tem que ser meio mesquinha, é complicado”, confessou.

Ausência da mãe foi um dos maiores desafios da personagem

Mas não foi apenas o dinheiro ou o estatuto social que exigiram trabalho. Miguel vive também com a ausência da mãe, uma experiência que Bernardo Cascais não conhece na própria vida.

“Felizmente não sei o que é”, afirmou.

Precisamente por não ter essa referência pessoal, o ator teve de procurar uma forma de tornar credível a dor da personagem e transmiti-la a quem acompanha a novela.

“É uma sensação inexplicável. Então ter que passar isso para o público é sempre um desafio e tive cenas muitas fortes”, partilhou.

Bernardo Cascais quer aprender a olhar para o próprio trabalho de outra forma

Depois de vários meses marcados por um ritmo intenso de gravações, Bernardo procura agora encontrar maior equilíbrio na forma como avalia aquilo que faz.

O ator admite que tende a ser exigente consigo próprio, mas quer aprender a utilizar a autocrítica como ferramenta de crescimento e não como forma de desvalorizar tudo o que já conquistou.

“Tenho que aprender a ser aquele crítico que também vê o que está bem, a crítica deve servir para aprender e evoluir, e não para transformar cada falha numa prova de que ‘está tudo mal’”, acrescentou.

Depois de Morangos com Açúcar e A Madrasta, Bernardo Cascais encerra assim mais uma etapa com a consciência de que ainda está a aprender, mas também com a certeza de que a evolução já começou a fazer-se sentir.

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