Candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da Unesco sofre “revés”

Candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da Unesco sofre "revés"
Fotografia: Odigital.pt

Candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da Unesco sofre “revés”.

O processo de candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial pela UNESCO vai ser reformulado pela câmara municipal, incluindo a denominação do bem cultural a candidatar, revelou hoje o presidente do município, Inácio Esperança.

A informação foi prestada em conferência de imprensa, no salão nobre da câmara, tendo o autarca explicado que esta necessidade de reformulação vem no seguimento de solicitações feitas pela Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Inácio Esperança considerou que se trata de um “revés” no processo, visto que “não foram dadas respostas” pela câmara, nem foi “alterada significativamente a candidatura”.

Nas solicitações enviadas à autarquia, em setembro de 2021, altura das eleições autárquicas, em que o executivo camarário de Vila Viçosa mudou, foi também feita a sugestão para mudar a designação da candidatura, disse o autarca, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM.

A candidatura pretende a classificação como Património Mundial do bem cultural “Vila Viçosa, vila ducal Renascentista“, mas, segundo Inácio Esperança, já existem outros “bens classificados com esta nomenclatura”.

“O que nos é pedido é que continuemos a investir na candidatura. Para não desistirmos”, mas é necessário ser mudada “a designação da candidatura”, procurando “incorporar todas as solicitações que foram feitas”, referiu o autarca.

O Município de Vila Vilçosa “não quer abandonar este projeto”, o qual “deve ser um desígnio coletivo”, frisou o presidente.

“Vamos continuar a empenhar-nos nele e a investir” para, no “mais curto espaço de tempo, conseguirmos enviar esta candidatura para Paris [sede da UNESCO] para que ela possa chegar a bom porto”, acrescentou.

O presidente do município indicou também aos jornalistas ter tido a informação, numa reunião esta semana com o grupo de acompanhamento da candidatura, de que não será este ano que a candidatura vai ser apresentada.

Para o vereador da Cultura da autarquia, Tiago Salgueiro, o município deve “tentar alterar” o que foi solicitado, para que, em 2023, a câmara possa “estar em condições” de, junto da Comissão Nacional da UNESCO, promover a candidatura de Vila Viçosa com “uma base científica mais sólida”.

No âmbito do processo de candidatura a Património Mundial, que começou a ser preparado em 2001, o conjunto “Vila Viçosa, vila ducal renascentista” foi inscrito, em 2016, na lista indicativa de Portugal ao Património Mundial da UNESCO.

O presidente do município esclareceu que esta situação “não implica a saída” de Vila Viçosa desta lista indicativa e afiançou que, caso não seja possível ter “pronto todo este dossiê”, até 2023, para que seja apreciado em Paris (França), a “candidatura cai” e a autarquia pretende “começar do zero”.

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