Cândido Costa assume nova fase aos 45 anos: “Gosto de olhar para o espelho e perceber que fui cuidado”, assinalou.
Cândido Costa vive uma fase de mudança pessoal e profissional. Aos 45 anos, o antigo jogador assume que passou a olhar de outra forma para a imagem, mas garante que mantém uma relação equilibrada com a vaidade.
Em conversa com a TV 7 Dias, durante um evento ligado à estética e bem-estar, o comunicador falou sobre cuidados pessoais, televisão, contacto com o público e a preparação para acompanhar o Mundial.
Cândido Costa fala sobre imagem e cuidados pessoais
Depois de uma carreira ligada ao futebol, Cândido Costa admite que os cuidados com a imagem ganharam outro peso.
Ainda assim, o antigo atleta recusa exageros e prefere falar numa vaidade moderada.
“Tenho uma vaidade controlada. Não é exagerada. Tenho só alguns cuidados e são muito poucos. Gosto de olhar para o espelho e perceber que fui cuidado”.
Além disso, recordou que, nos tempos de futebolista, a relação com a imagem passava mais por acessórios e automóveis. Agora, as prioridades mudaram.
Televisão abriu um novo caminho
Entretanto, a televisão trouxe uma nova fase à vida profissional de Cândido Costa.
Depois dos relvados, o antigo jogador encontrou no pequeno ecrã uma forma diferente de estar próximo das pessoas e das suas histórias.
“Foi um caminho que estou a fazer e gosto muito. Se eu não gostasse de pessoas, era impossível eu fazer o que faço”.
A ligação ao público tornou-se, assim, uma parte central do seu trabalho. Para Cândido Costa, a televisão exige entrega, escuta e capacidade de lidar com realidades muito diferentes.
Histórias do interior marcaram o comunicador
Longe dos grandes centros urbanos, Cândido Costa encontrou relatos que o marcaram.
O apresentador destacou as histórias de comunidades do interior e de pessoas que mantêm vivo o associativismo, mesmo em zonas esquecidas.
“Quando tu vais ao interior do País, à desertificação, onde ainda ninguém vai, onde contas com histórias de heróis anónimos do associativismo, é natural que as pessoas sintam e gostem do que estamos a fazer”.
Por isso, o ex-jogador do FC Porto vê este percurso televisivo como um desafio constante. Há espaço para leveza, mas também para responsabilidade.
Mundial na agenda: “Vou lá estar”
Agora, Cândido Costa prepara-se para acompanhar o Mundial, que será organizado no México, Canadá e Estados Unidos.
O comentador desportivo não esconde o entusiasmo com a oportunidade e mostra-se disponível para viver de perto o ambiente da competição.
“Vou lá estar e isso é o que me interessa”.
Depois, acrescentou:
“Vou lá estar um mês e meio, junto dos adeptos… a dar o meu melhor”.
Entre reportagens, comentários e apresentação, Cândido Costa quer acompanhar o percurso da Seleção Nacional e o ambiente em torno dos adeptos.
Formação dos jovens também preocupa Cândido Costa
Durante a conversa, o antigo lateral falou ainda da formação de jovens jogadores.
Para Cândido Costa, o crescimento de um atleta não se resume ao rendimento dentro de campo. Também passa por valores, visão de vida e maturidade.
“O que eu posso dizer é que por estar perto dos jogadores e ter a consciência da forma como eles veem a vida, curvo-me perante isso”.
Assim, Cândido Costa mostra-se num momento de equilíbrio entre passado e presente: o futebol continua presente, mas a televisão, as pessoas e as histórias do país ganharam um lugar central no seu percurso.
