
Carlos Costa emociona-se ao falar da morte do pai e do namorado, em entrevista concedida a Manuel Luís Goucha, na TVI, esta tarde.
Depois de ver as imagens de uma ‘VT’ com algumas palavras suas, Carlos ficou em lágrimas ao recordar o pai e dirigiu-lhe umas palavras.
“Amo-te muito e obrigada por tudo o que me ensinaste. Arte, música e estar no palco. O meu pai era uma pessoa extremamente sonhadora, fazia arte com tudo. Acho que ele transmitiu isso de uma maneira incrível a mim e aos meus irmãos”, disse, comovido.
Carlos Costa referiu que o pai tinha muito orgulho nele, mesmo que na adolescência tenha optado por sair da Madeira, para viver com a irmã em Lisboa.
“Os nossos pais conhecem-nos. A minha mãe critica-me muito mais que o meu pai. O meu pai nunca me criticava. Apoiava-me sempre. A minha mãe é mais dura”, confessou.
O pai faleceu de repente e a partir dai decidiu falar abertamente com a mãe de tudo, nomeadamente sobre a sua sexualidade.
“Hoje em dia, sinto que sou muito mais unha com carne com a minha mãe. Adoro a minha mãe. Tenho um fanatismo pela minha mãe que é uma coisa de loucos“, acrescentou, em lágrimas.
“Devia ter estado mais presente. Eu achava que não tinham capacidade de me compreender”, destacou.
“A fase que mais me fez sofrer foi sem dúvida a perda do meu pai. Para mim, não era equacionável, o meu pai era para sempre. Ficou muita coisa para dizer ao meu pai. Talvez depois do ‘Parabéns papá’, o ‘Amo-te muito’”, destacou sobre a morte do pai.
Já sobre o suicídio do namorado, referiu: “E agora este outro baque da minha vida com o meu namorado. Eu nunca esperei perder o grande amor da minha vida da forma como perdi. Não houve nada que eu pudesse dizer isto vai acontecer. É muito difícil perder alguém que opta por ir. Às vezes questionamo-nos: será que nem eu chegava para mantê-lo aqui e pelos vistos não”.

