Carlos Costa recorda impacto da “Máquina da Verdade” e revela afastamento da mãe durante quase três anos

Carlos Costa recorda impacto da “Máquina da Verdade” e revela afastamento da mãe durante quase três anos, em entrevista à Selfie.

Carlos Costa falou, em entrevista à SELFIE, sobre um dos episódios mais marcantes da sua vida pública. O cantor recordou a participação na “Máquina da Verdade” e garantiu que foi alvo de acusações falsas.

Além disso, revelou que o caso teve consequências profundas na carreira, na saúde mental e na relação com a mãe.

Carlos Costa diz que episódio marcou a carreira

Na entrevista, Carlos Costa afirmou que a polémica surgiu numa fase em que ainda tentava construir o seu percurso artístico.

“Acho que a ‘Máquina da Verdade’ foi o pior que podia acontecer a um jovem de 21 anos, a alguém que queria construir uma carreira, que nasceu com talento, com um dom que Deus ou o universo lhe deram… Eu nasci com um dom, vim de uma terra em que era pouco provável eu conseguir fazer o que quer que seja – Porto Moniz, na Ilha da Madeira – saí de lá, consegui fazer uma carreira musical e, de repente…”

Entretanto, o cantor recordou também a passagem pelo reality show “A Quinta”. Segundo o próprio, a experiência acabou por ser rapidamente abafada pela polémica que se seguiu.

“Na altura da minha passagem pela ‘Quinta’, um dos meus sonhos era chegar cá fora e ver como e quem é que eu sou dentro de um reality show. Mas acabou por ser uma experiência passageira. Rapidamente saí e, logo de seguida, houve a história da ‘Máquina da Verdade’, que me destruiu completamente”

Cantor fala em acusações falsas

Carlos Costa afirmou que foi alvo de declarações falsas enquanto estava dentro do programa, sem possibilidade de se defender.

“Fizeram declarações completamente erradas a meu respeito enquanto eu estava na ‘Quinta’ e não me podia defender.”

Além disso, o artista garantiu que ainda guarda provas sobre o que aconteceu.

“Tenho provas em áudio e em vídeo que mostram que havia uma pessoa que estava a tentar aproveitar-se da minha vulnerabilidade por eu estar dentro do programa. Tenho provas, guardo áudios até hoje da própria pessoa que ligava para a imprensa a admitir que não me conhecia de parte alguma.”

“Era mais interessante que eu ficasse com o rótulo de prostituto”

Na entrevista à SELFIE, Carlos Costa falou também sobre o impacto mediático da situação. O cantor considera que a narrativa criada na altura foi difícil de contrariar.

“Desfazer aquilo que tinha sido construído e que tinha sido tão grande e que tinha tido um impacto tão grande não era interessante para a imprensa. Era mais interessante que eu ficasse com o rótulo de prostituto. E isso foi algo muito doloroso.”

Depois, recordou a forma como o episódio afetou também a vida amorosa. Na altura, o companheiro assistiu às acusações que estavam a ser feitas publicamente.

“Imagina o que é o meu próprio namorado, a pessoa com quem eu estive 10 anos, a assistir àquilo, a ver-me a ser chamado de prostituto perante todo o país. Isso foi horrível. Ao início, tentei ter aquela postura de jovem: ‘Ah, eu posso com tudo!’ Quando vi as revistas e tudo o que estava a ser escrito, disse: ‘Isto é uma estupidez.’ Fiz um vídeo no Facebook a rasgar as revistas”

Saúde de Carlos Costa ficou abalada

Além da carreira, Carlos Costa explicou que a polémica teve efeitos diretos na sua saúde e no seu estado emocional.

“Estive drunfado literalmente durante duas semanas. Sem saber como falar ou enfrentar a minha mãe”

A situação agravou-se ao ponto de o cantor faltar a uma das galas presenciais de “A Quinta”.

“Faltei a uma das galas presenciais da ‘Quinta’. Estava completamente a dormir. Sem tomar banho, sem querer comer… Perdi imensos quilos…”

Entretanto, Carlos Costa contou que foram os amigos que o ajudaram a interromper esse ciclo.

“Tinha os meus amigos à volta da minha cama a tentarem levantar-me, a tentarem fazer parar aquele ciclo de auto-destruição.”

Entrada no “Desafio Final” surgiu como tentativa de recomeço

Depois desse período, uma amiga terá insistido para que Carlos Costa aceitasse participar no “Desafio Final”.

“Uma das minhas amigas levantou-me à força e disse-me: ‘Foste convidado para o ‘Desafio Final’ e vais entrar’. Eu disse-lhe: ‘Estás completamente maluca! Olha para mim…’ E ela disse: ‘Levanta-te! Vai tomar banho! Tu tens que fazer o ‘Desafio Final’, porque este episódio da ‘Máquina da Verdade’ não és tu e tu tens que o apagar!’ E foi, então, que entrei para o ‘Desafio Final’.”

Ainda assim, o regresso à televisão não foi fácil. O cantor assumiu que a experiência exigiu muito do ponto de vista psicológico.

“Foi muito doloroso e forte psicologicamente, mas consegui chegar quase até à final e consegui apagar um bocadinho aquilo que aconteceu.”

Carlos Costa diz que não voltará a permitir mentiras

Hoje, Carlos Costa garante que não quer voltar a aceitar que sejam feitas afirmações falsas sobre si.

“Nunca mais vou voltar a permitir mentir. Não há mentiras. Perguntem-me o que quiserem. Podem julgar-me. Eu sou o que sou. Não há problema nenhum. Enquanto eu falar a verdade, eu posso confundir o cérebro e as ideologias das pessoas, mas, enquanto eu disser a verdade, não devo nada a ninguém.”

Relação com a mãe ficou marcada pela polémica

A entrevista abordou também a relação entre Carlos Costa e a mãe. Segundo o texto, o afastamento surgiu depois da participação na “Máquina da Verdade”, cujo resultado deu como sendo verdade que o cantor se prostituía.

Carlos Costa recordou a chamada da mãe nesse dia e a resposta que lhe deu.

“Estive drunfado literalmente durante duas semanas. Sem saber como falar ou enfrentar a minha mãe. Lembro-me perfeitamente de a minha mãe me ligar nesse dia e de me perguntar: ‘O que é que se está a passar?’ E de eu dizer: ‘Olha, mãe, se não acreditas no ser que criaste e nos valores que me transmitiste, nós não temos nada para falar.'”

Depois, revelou que essa rutura se prolongou durante quase três anos.

“Estive quase três anos sem falar com a minha mãe por causa disso. Como é lógico, isso traz mazelas muito grandes.”

Reaproximação aconteceu após morte do pai

Carlos Costa contou ainda que só voltou a falar de forma mais estável com a mãe perto de 2020, após a morte do pai.

“Só voltámos a conversar decentemente quase em 2020. Voltámos a conversar porque a minha mãe me ligou a dizer que o meu pai tinha morrido”

Além disso, o cantor explicou que essa fase coincidiu com outros problemas pessoais, incluindo ansiedade, claustrofobia e dependência de medicação.

“Além da ansiedade e da claustrofobia, que me trouxe o Covid 19, passei por uma fase de dependência de ansiolíticos e antidepressivos, porque os ‘baques’ à minha volta, durante toda a minha vida, foram muitos, muito grandes e muito fortes.”

Por fim, Carlos Costa admitiu que só mais tarde percebeu a dimensão das marcas deixadas por tudo o que viveu.

“Ficaram muitas marcas. Só comecei a perceber isso quando fiz 30 anos, quando amadureci.”

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Tiago Santos
Tiago Santos
Colaborador na área da redação de artigos no site Infocul.pt. Gosto particular pelas áreas da televisão, social & lyfestile.

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