Cláudio Ramos apoia protestos pela habitação

Cláudio Ramos tomou posição no Instagram sobre os protestos pela habitação, defendendo as reivindicações de quem não consegue pagar uma casa e deixando um alerta para os comportamentos que podem desviar a atenção do problema. O apresentador da TVI evocou a própria história para explicar por que se identifica com a causa.

Na publicação, o comunicador colocou o acesso à habitação ao lado da saúde e da educação e defendeu o direito de levar essas exigências para a rua.

“Para todos deve ser evidente o direito a uma habitação digna. Tal como nos deve ser garantida a saúde e a educação. Sou a favor de qualquer manifestação que se faça para reclamar direitos que são nossos e nos deviam estar garantidos como diz o bom senso e a constituição. É impossível passar ao lado do estado em que o País se encontra neste momento por isso me junto na causa e nas razões desta manifestação”, escreveu.

“Viver de forma confortável” não o afasta do problema

Cláudio Ramos explicou que a estabilidade de que dispõe atualmente não o impede de reconhecer as dificuldades de outras pessoas. Para justificar essa proximidade, recuperou o seu percurso e referiu os obstáculos enfrentados por famílias, jovens e estudantes.

“Viver de forma confortável e ter uma casa para onde voltar não é meter a cabeça na areia ou fingir que o resto do mundo não existe. Basta conhecer a minha história para se perceber que sei exactamente o que sente uma família que não consegue ter uma casa, o que sente um jovem que não consegue pagar uma renda, o que passa um estudante que precisa de estabilidade para se focar nos estudos, sei os absurdos que se praticam e por isso considero que a discussão é necessária e a manifestação também. Então que se faça para que o povo seja escutado. Para que sejamos escutados!”

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O apresentador associou, assim, o apoio aos protestos à necessidade de dar visibilidade a quem enfrenta dificuldades no acesso a uma habitação, sem anunciar nessa mensagem uma participação presencial.

Apresentador alerta para vandalismo e oportunismo

Ao mesmo tempo que manifestou solidariedade com a causa, Cláudio Ramos pediu que as reivindicações não fossem prejudicadas por atos ou discursos que afastem a discussão do acesso a uma casa.

O rosto do «Dois às 10» distinguiu a conduta individual do conjunto de uma manifestação e deixou um aviso sobre a forma como os protestos são interpretados.

“Que se escute e se discuta o problema, mas que não se use uma causa tão preocupante – como a necessidade de ter um teto para viver – para a manchar com atos de vandalismo, desobediência à lei, discursos de ódio, oportunismo político e pessoal. Por isso, é preciso entender que um manifestante não é uma manifestação e que o foco numa altura destas não deve, nem pode ser desviado por barulho de fundo.”

A publicação não identificou pessoas ou episódios concretos a propósito destas críticas.

Responsabilidade dos políticos e da comunicação social

Cláudio Ramos alargou depois o apelo aos responsáveis políticos e aos meios de comunicação, sublinhando o peso da informação divulgada sobre o assunto.

“A responsabilidade está nas mãos de cada um. Nas nossas, na dos políticos e da comunicação social que tem uma responsabilidade gigante no que passa e como o faz.”

A mensagem terminou com um pedido de entendimento em torno de um objetivo comum, acima das diferenças pessoais ou partidárias:

“Há, na verdade, uma responsabilidade gigante de todos, para lá da cor da pele, do sotaque, da idade ou simpatia política, para que se chegue a um lugar bom, que é o de todos termos uma casa para onde voltar! 🏠”

Na publicação apresentada nas imagens, os comentários encontravam-se desativados. Não foi indicada uma razão para essa opção.

Veja a publicação AQUI.

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