CNN Portugal: José Castelo Branco reage à acusação, “é uma cabala”, disse ontem, após ser libertado pelo juiz.
José Castelo Branco é suspeito de violência doméstica contra Betty Grafstein.
Na terça-feira foi detido para interrogatório, passou uma noite nos calabouços da GNR, em Alcabideche, ontem foi presente a juiz e saiu em liberdade, porém impedido de contactar ou estar próximo de Betty Grafstein.
Após sair em liberdade, recebeu a CNN Portugal e concedeu a primeira entrevista.
Assim, referiu que há “muita gente implicada” na sua denúncia, que diz ser falsa.
Seguidamente, considerou estar a ser alvo de uma “cabala” no caso em que é acusado de violência doméstica sobre a mulher, Betty Grafstein.
“Nunca [a agredi]. Jamais podia agredir a pessoa que eu mais amo”, referiu.
“Chamam agressão eu dizer ‘levanta-te, mexe-te, fica firme, como uma rainha’? Chamam a isso bater, chamam a isso bullying?”, questionou, falando muitas vezes em inglês, como várias vezes fez ao longo da entrevista.
“Como é que a Betty chegava aos 95 anos em bom e só agora é que está mal, porque está privada de mim?”, insistiu.
Reforçou a ideia de “cabala”, porém sem querer concretizar quem poderá estar por detrás da denúncia.
“Não é altura de o dizer“, afirmou.
Contudo, foi dizendo que há “muita gente implicada” nesta situação.
Sem fazer uma ligação concreta, passou imediatamente para o filho de Betty Grafstein, Roger: “Tem estado ao telefone com a mãe. Sei que proibiu visitas [ao hospital], não só a minha, como de qualquer tipo“.
Nesta entrevista, José Castelo Branco descreveu o dia do internamento.
CNN Portugal: José Castelo Branco reage à acusação, “é uma cabala” e pensa regressar a Nova Iorque
Betty Grafstein foi para os cuidados intermédios da Cuf Cascais com uma fratura, depois de uma queda que ainda não foi totalmente esclarecida.
Já nas instalações hospitalares a norte-americana chamou o marido ao quarto.
“Faço-lhe uma festa nariz com nariz, dou-lhe um beijo na testa, a seguir olho para ela e disse ‘tenho uma surpresa lá fora‘”.
Tratava-se do padre Pedro, que acompanha o casal há vários anos.
Betty estava, então, consciente e bem-disposta, conta José Castelo Branco, que durante a conversa entre os dois ficou de lado, com uma médica da mulher.
Por outro lado, a CNN Portugal recolheu declarações exclusivas de um antigo funcionário do casal, que descreveu uma série de alegadas agressões de José Castelo Branco à mulher.
Confrontado com a denúncia, José reagiu: “Mentira, nunca aconteceu uma situação dessas“.
Nesse sentido, disse que os advogados que o defendem “só agarram em casos honestos“.
CNN Portugal: José Castelo Branco reage à acusação, “é uma cabala” e critica médicos
Questionado diretamente sobre quem está a mentir, José Castelo Branco disse apenas que “não precisa” de mentir, mas há uma “outra história“, os relatórios médicos.
Considerou que esses relatórios já encerram outra realidade, mas não concretizou aquilo que pensa sobre as queixas apresentadas pelos médicos e pelo hospital.
Sem querer “por em causa” a competência dos clínicos, José Castelo Branco disse que indicou aos médicos como a deviam tratar.
Assim, disse “conheço o melhor corpo dela do que o meu“, dando o exemplo da administração de sódio, mesmo antes de tratar das feridas que a mulher apresentava.
“Eles ficam danados comigo. Não estou a por em questão a sapiência dos senhores, mas eu sei, eu conheço“, insistiu, dizendo que a queixa “é normal“, uma vez que “os médicos não gostam que se caia em cima“, como José Castelo Branco disse ter feito desde o início, incluindo ao ponto de, afirmou, ter “descoberto” a pneumonia de Betty Grafstein.
“Para defender a minha Betty sou capaz de agarrar um leão, de apanhar um touro de frente. Defendo-a até à minha morte. Tenho sido crucificado. Tenho carregado a minha cruz até ao calvário“, continuou.
Nesse sentido, considerou ainda que a postura do hospital é “estranha“, algo que já tinha sido defendido por Fernando Silva, advogado de defesa que, à saída do tribunal, alegou estar muita coisa em causa nesta situação.
José Castelo Branco deixou ainda uma revelação sobre o que terá dito a mulher ao juiz que se deslocou à Cuf para a ouvir.
“A única coisa que ela disse, vou dizer em primeira mão, ‘empurrou-me’, só disse assim. A seguir disse ‘não quero falar mais, o meu filho não gosta de mim’ e começou a chorar copiosamente“, acrescentou.
Visivelmente revoltado, lamentou que a mulher esteja a ser tratada por pessoas que não conhece, acusando médicos e enfermeiras de não estarem no seu “espírito“.
Foi, por fim, questionado se pensa regressar a Nova Iorque.
José Castelo Branco disse que sim, mas nunca antes de a mulher ter alta hospitalar.
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