José Castelo Branco revela como vive em Nova Iorque e garante: “Nunca vendi uma jóia”, destacou o socialite.
Foto: José Castelo Branco – Instagram
Socialite falou à TV Guia sobre a vida longe de Portugal
José Castelo Branco continua a viver em Nova Iorque e não tenciona sair da cidade enquanto decorrer o processo que enfrenta, relacionado com as acusações de violência doméstica contra Betty Grafstein.
Numa entrevista exclusiva à revista TV Guia, publicada esta semana na edição em papel, o socialite explicou como tem conseguido manter-se numa das cidades mais caras do mundo. E fez questão de afastar uma ideia que tem circulado nos últimos tempos.
À publicação, garantiu: “Nunca vendi uma jóia”.
A entrevista, assinada por Luísa Jeremias, levanta uma pergunta que muitos têm feito: afinal, como vive José Castelo Branco em Nova Iorque, depois de meses marcados por polémica, processo judicial e afastamento da vida que tinha?
“Eu tive que renascer das cinzas”
Apesar das mudanças, José Castelo Branco assegura que continua presente em ambientes sociais. Festas, galerias de arte e encontros com amigos fazem ainda parte da sua rotina, embora num contexto diferente.
À TV Guia, explicou: “Continuo a ser muito convidado”.
Depois, resumiu a transformação que teve de enfrentar: “A única coisa que mudou foi o cenário. Eu tive que renascer das cinzas”.
Assim, o socialite procura manter uma imagem cosmopolita, mesmo com limitações. Continua a vestir-se para sair, a circular por eventos e a jantar fora quando consegue. Porém, admite que a maior parte das refeições acontece em casa.
Sobre esse equilíbrio, contou: “Janto, de vez em quando”.
Logo depois, explicou a escolha com humor: “Mas a maior parte das vezes eu janto em casa. Porque eu, para ir para o restaurante, sou de extremos: ou vou para uma espécie de tasca ou para o mais chique de Nova Iorque”.
Uma casa refeita aos poucos em Nova Iorque
A vida doméstica de José Castelo Branco também foi tema da entrevista. O socialite falou da forma como tem reconstruído o espaço onde vive, recorrendo a achados e compras feitas com tempo.
Foi nesse contexto que deixou uma das frases mais marcantes da conversa: “Encontra-se lixo ótimo em Nova Iorque. Tenho uma cadeira ali, a famosa cadeira branca, misturada com o resto das antiguidades que eu fui comprando. Mas hoje tenho pratas, tenho talheres decentes. Dignidade acima de tudo. E vou comprando aos poucos. Ainda tenho uma mesa pequena na casa de jantar. Mas já tenho um amigo que diz que tem imensas e me vai dar uma. E eu agradeço”.
A frase mostra uma tentativa de preservar o estilo, mesmo num momento de maior contenção. José Castelo Branco fala de antiguidades, talheres, pratas e da ideia de dignidade como elemento central da sua vida actual.
As jóias de Betty continuam intocadas
A entrevista à TV Guia confrontou também José Castelo Branco com uma questão directa: se teve de vender jóias para sobreviver. A resposta foi clara.
O socialite afirmou: “Nunca vendi nada. Consegui sobreviver sem vender nada”.
Questionado sobre se teria vendido alguma peça a amigos, voltou a negar. E associou as jóias à ligação emocional com Betty Grafstein.
José Castelo Branco respondeu: “Nada, nada, nada. Manter as joias era manter a minha Betty comigo”.
A frase surge num momento em que o socialite permanece em Nova Iorque, enquanto decorre o processo que enfrenta. Ainda assim, na entrevista, procurou passar a imagem de alguém que se mantém de pé, apesar da mudança de vida.
“Eu sou um sobrevivente”
Ao falar da forma como se tem sustentado, José Castelo Branco recuperou o percurso que construiu ao longo dos anos. Foi estrela de televisão, negociador de arte, empresário e drag queen.
Perante a pergunta sobre a sobrevivência na chamada “cidade que nunca dorme”, respondeu: “Eu sou um sobrevivente. Tenho provado, ao longo destes anos todos”.
Entre convites sociais, refeições em casa, objectos encontrados e uma casa recomposta aos poucos, José Castelo Branco apresenta-se como alguém em fase de resistência.
A entrevista à TV Guia mostra, assim, um retrato diferente do socialite: menos centrado no excesso e mais ligado à capacidade de adaptação. Mesmo assim, Castelo Branco procura manter a teatralidade, a imagem e a ideia de dignidade que sempre fizeram parte da sua figura pública.

