Comprar casa fora das capitais de distrito pode poupar até 260 mil euros, revela Imovirtual

Comprar casa fora das capitais de distrito pode poupar até 260 mil euros, revela Imovirtual, sobre a habitação.

Procurar casa a cerca de 30 minutos das capitais de distrito pode fazer uma diferença significativa no orçamento familiar. A conclusão surge em dados divulgados pelo Imovirtual, que analisou preços médios de apartamentos no mercado primário.

Segundo o comunicado, “𝗲𝗺 𝘃𝗮́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝗽𝗮í𝘀, 𝗽𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮𝗿 𝗰𝗮𝘀𝗮 𝗻𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗼𝘀 𝘃𝗶𝘇𝗶𝗻𝗵𝗼𝘀 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝗰̧𝗮 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗻𝗼 𝗼𝗿𝗰̧𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼”.

A maior diferença acontece na região de Lisboa. Na capital, o preço médio de um apartamento no mercado primário é de 685.000 euros. Já nos concelhos a cerca de 30 minutos, o valor médio desce para 425.000 euros.

Lisboa lidera poupança possível

Na região de Lisboa, a diferença chega aos 260.000 euros. Entre as alternativas mais acessíveis surgem Alenquer, com 275.000 euros, Sintra, com 310.000 euros, e Amadora, com 319.500 euros.

Assim, alargar o raio de procura pode permitir uma poupança expressiva. Ainda assim, sem cortar totalmente a ligação aos principais centros urbanos.

No Porto, a diferença é menor, mas continua relevante. A cidade apresenta um preço médio de 425.000 euros. Nos concelhos analisados, o valor médio é de 365.900 euros.

Neste caso, a diferença é de 59.100 euros. Entre as opções mais acessíveis estão Felgueiras, com 265.000 euros, Paredes, com 270.000 euros, e Gondomar, com 298.000 euros.

Aveiro e Viseu também mostram grandes diferenças

Além de Lisboa e Porto, Aveiro apresenta uma descida acentuada nos concelhos vizinhos. O preço médio passa de 460.000 euros para 279.000 euros.

A diferença, neste caso, chega aos 181.000 euros. Murtosa, com 198.000 euros, Arouca, com 200.000 euros, e Sever do Vouga, com 215.000 euros, aparecem entre as alternativas mais acessíveis.

Entretanto, Viseu destaca-se pelo maior diferencial relativo do país. Na capital de distrito, o preço médio é de 345.000 euros. Nos concelhos acessíveis, baixa para 195.000 euros.

A diferença atinge os 150.000 euros e representa uma quebra de 43,5%. Sátão, com 114.000 euros, e Santa Comba Dão, com 114.250 euros, surgem entre os valores mais baixos.

Em termos percentuais, Viseu lidera a lista, com menos 43,5%. Seguem-se Aveiro, com menos 39,3%, e Lisboa, com menos 38,0%.

Imovirtual alerta para mercado mais complexo

Em comunicado, Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, sublinha que a distância pode pesar bastante no preço final da compra.

“𝗢𝘀 𝗱𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗿𝗲𝘃𝗲𝗹𝗮𝗺 𝗾𝘂𝗲, 𝗲𝗺 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝗽𝗮í𝘀, 𝗲́ 𝗽𝗼𝘀𝘀í𝘃𝗲𝗹 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝗿 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝗰̧𝗮𝘀 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗲𝗰̧𝗼 𝗮 𝗽𝗼𝘂𝗰𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼́𝗺𝗲𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗮̂𝗻𝗰𝗶𝗮. 𝗣𝗮𝗿𝗮 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗳𝗮𝗺í𝗹𝗶𝗮𝘀, 𝗮𝗹𝗮𝗿𝗴𝗮𝗿 𝗹𝗶𝗴𝗲𝗶𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗼 𝗿𝗮𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗽𝗼𝘂𝗽𝗮𝗻𝗰̧𝗮𝘀 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗿𝗲𝗹𝗲𝘃𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀, 𝘀𝗲𝗺 𝗮𝗯𝗱𝗶𝗰𝗮𝗿 𝗱𝗮 𝗽𝗿𝗼𝘅𝗶𝗺𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼𝘀 𝘂𝗿𝗯𝗮𝗻𝗼𝘀. 𝗔𝗼 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼, 𝗲𝘀𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗺𝗼𝘀𝘁𝗿𝗮𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗲𝗺 𝘁𝗼𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘀 𝗽𝗲𝗿𝗶𝗳𝗲𝗿𝗶𝗮𝘀 𝘀𝗮̃𝗼 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗮𝗿𝗶𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝗰𝗲𝘀𝘀í𝘃𝗲𝗶𝘀, 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗱𝗼 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗰𝘂𝗿𝗮 𝗷𝗮́ 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗿 𝗳𝗼𝗿𝘁𝗲𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗲𝗰̧𝗼𝘀”, afirma.

Setúbal e Leiria contrariam tendência

Apesar das poupanças registadas em várias zonas, nem todas as periferias são mais baratas. O comunicado aponta Setúbal e Leiria como exemplos dessa inversão.

Em Setúbal, os concelhos analisados apresentam um preço médio de 360.000 euros. O valor fica acima dos 336.000 euros registados na capital de distrito.

Já em Leiria, os concelhos da envolvente atingem os 330.000 euros. Na cidade de Leiria, o preço médio observado é de 320.000 euros.

Segundo o Imovirtual, esta inversão é visível em mercados como Sesimbra, Almada, Nazaré e Óbidos. A proximidade à costa e a elevada procura têm pressionado os preços.

Lisboa e Porto recuam, mas Leiria e Viseu sobem

A análise mostra ainda ajustamentos em alguns mercados considerados acessíveis. Nos concelhos analisados da região de Lisboa, os preços médios recuaram 5,3% face ao ano anterior.

No Porto, a descida foi de 5,0%. Porém, outros distritos seguem em sentido contrário.

Leiria registou uma valorização de 15,8%. Viseu subiu 14,7%, Faro avançou 12,4% e Braga valorizou 10,2%.

Assim, a relação entre distância e preço já não é linear. Em algumas zonas, sair da capital de distrito permite poupar. Noutras, a procura já anulou essa vantagem.

Compradores mais racionais e atentos ao orçamento

No conjunto da análise, o Imovirtual aponta para um comprador mais criterioso. A procura é feita de forma estratégica, com limites financeiros mais definidos.

Segundo o comunicado, os dados revelam “𝘂𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝘃𝗲𝘇 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗿𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗲 𝗰𝗿𝗶𝘁𝗲𝗿𝗶𝗼𝘀𝗼”.

Além disso, o portal considera que esta evolução reflete “𝘂𝗺𝗮 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿 𝗺𝗮𝘁𝘂𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗰𝗶𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗳𝗮𝗰𝗲 𝗮𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝘅𝘁𝗼 𝗱𝗼 𝗺𝗲𝗿𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗶𝗺𝗼𝗯𝗶𝗹𝗶𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀”.

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