Cristina Ferreira criticada no “Passadeira Vermelha”: Joana Latino defende humor e acusa falta de “inteligência emocional”, referiu.
As declarações de Cristina Ferreira sobre Joana Marques voltaram a acender o debate em televisão. Depois de a apresentadora da TVI ter dito, no “Dois às 10”, que se sente ridicularizada pela humorista, o tema chegou ao “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras.
No painel conduzido por Liliana Campos, Sofia Jardim, Carolina Ortigão e Joana Latino analisaram a postura da diretora de Ficção e Entretenimento da TVI. E a leitura foi dura: para as comentadoras, Cristina mostrou desconforto, irritação e pouca capacidade para lidar com a sátira.
Cristina Ferreira critica espetáculo de Joana Marques
A polémica partiu das palavras de Cristina Ferreira sobre o espetáculo “Em Sede Própria”, de Joana Marques. A apresentadora assumiu que se sente alvo de ridicularização, tal como Cláudio Ramos.
No “Dois às 10”, Cristina Ferreira defendeu que a humorista deveria ponderar o impacto do que faz quando alguém diz estar magoado.
“𝗔 𝗝𝗼𝗮𝗻𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗾𝘂𝗲𝘀 𝘁𝗮𝗺𝗯é𝗺 𝗻𝗼𝘀 𝗿𝗶𝗱𝗶𝗰𝘂𝗹𝗮𝗿𝗶𝘇𝗮 𝗮 𝗺𝗶𝗺 𝗲 𝗮𝗼 𝗖𝗹á𝘂𝗱𝗶𝗼 (…) 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗼 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗲𝗿, 𝗱𝗼 𝗰á𝗿𝗰𝗲𝗿𝗲 𝗲 𝗱𝗼 𝘁𝗿𝗶𝗯𝘂𝗻𝗮𝗹, 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗵á 𝘂𝗺 𝗲𝘀𝗽𝗲𝘁á𝗰𝘂𝗹𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘀𝗲 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮𝗿 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼. É 𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼 𝗱𝗲𝗹𝗮 (…) 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗮 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗾𝘂𝗶𝘀𝗲𝗿, 𝗰𝗮𝘀𝗮𝘀, 𝗽𝗶𝘀𝗰𝗶𝗻𝗮𝘀, 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗿. (…) 𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗹𝗵𝗲 𝗱𝗶𝘇 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗲𝘀𝘁á 𝗮 𝗺𝗮𝗴𝗼𝗮𝗿, 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗲𝘀𝘁á 𝗮 𝘀𝗮𝗯𝗲𝗿 𝗹𝗶𝗱𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗶𝘀𝘁𝗼, 𝗲𝘂 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗱𝗼 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼 𝗹𝗮𝗱𝗼, 𝘀𝗲 𝘁𝗲𝗺 𝗲𝗺𝗽𝗮𝘁𝗶𝗮, 𝗱𝗲𝘃𝗲 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗱𝗼𝗺𝗶𝗻𝗮𝗿 𝘂𝗺 𝗯𝗼𝗰𝗮𝗱𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗳𝗮𝘇 𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀”.
As palavras foram recebidas no painel da SIC Caras como sinal de desconforto perante o sucesso do espetáculo e o alcance das piadas.
Sofia Jardim vê irritação na reação da apresentadora
Sofia Jardim foi uma das primeiras a comentar o caso. Para a comentadora, a reação de Cristina Ferreira pareceu nascer de incómodo pessoal com as referências feitas por Joana Marques.
“𝗘𝘂 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗖𝗿𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗮 𝗲𝘀𝘁á 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝘂𝗺 𝗯𝗼𝗰𝗮𝗱𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗶𝗻𝗰𝗼𝗺𝗼𝗱𝗮𝗱𝗮 𝗲 𝗶𝗿𝗿𝗶𝘁𝗮𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗮 𝗝𝗼𝗮𝗻𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗾𝘂𝗲𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗮𝗿 𝗱𝗲𝗹𝗮”, apontou.
Perante esta análise, Liliana Campos lançou uma pergunta que marcou o tom da conversa: “𝗠𝗮𝘀 𝗮𝗼 𝗳𝗶𝗺 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝘁𝗼𝗱𝗼, 𝗮 𝗖𝗿𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗮 𝗷á 𝗻ã𝗼 𝗱𝗲𝘃𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝘀𝘂𝗽𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿 𝗮 𝗶𝘀𝘀𝗼?”
A questão abriu espaço para uma crítica mais direta à estratégia de resposta da apresentadora da TVI.
Carolina Ortigão fala em “guerra perdida”
Carolina Ortigão considerou que responder publicamente a este tipo de humor acaba por alimentar ainda mais a polémica.
“𝗘𝘀𝘀𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀, 𝗾𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘀𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗲, 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗶𝗻𝗰𝗲𝗻𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗼 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼 𝗹𝗮𝗱𝗼. (…) 𝗖𝗼𝗺𝗼 é 𝗾𝘂𝗲 é 𝗽𝗼𝘀𝘀í𝘃𝗲𝗹 𝗮 𝗖𝗿𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗺 𝘁𝗮𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗼, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗾𝘂ê 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗲𝗿? (…) 𝗦𝗲 𝗲𝗻𝗰𝗮𝗻𝗶𝘁𝗮 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗺 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮𝘀 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀, 𝗻ã𝗼 𝘃𝗮𝗹𝗲 𝗮 𝗽𝗲𝗻𝗮, é 𝘂𝗺𝗮 𝗴𝘂𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗽𝗲𝗿𝗱𝗶𝗱𝗮 𝗲 é 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗳𝗲𝗶𝗼”, afirmou.
Depois, a comentadora interpretou o comentário de Cristina sobre dinheiro, casas e piscinas como fruto de irritação.
“𝗘𝘀𝘁á 𝗶𝗿𝗿𝗶𝘁𝗮𝗱𝗮, 𝗲𝗻𝘁ã𝗼 𝘀𝗮𝗶-𝗹𝗵𝗲 𝗶𝘀𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗯𝗼𝗰𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗮”, rematou.
Sofia Jardim concordou e resumiu o ponto de forma mais direta: “𝗘𝘀𝘁á 𝗶𝗿𝗿𝗶𝘁𝗮𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗝𝗼𝗮𝗻𝗮 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮 𝗱𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗲𝗺 𝗰𝗶𝗺𝗮 𝗱𝗲𝗹𝗮, 𝗯𝗮𝘀𝗶𝗰𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲”.
Joana Latino defende humor como resposta da plateia
A intervenção mais longa e contundente surgiu pela voz de Joana Latino. A comentadora afastou o debate do plano pessoal e colocou a discussão no campo do humor.
“𝗔 𝗱𝗶𝘀𝗰𝘂𝘀𝘀ã𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘂 𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁á 𝗲𝗺 𝗰𝗶𝗺𝗮 𝗱𝗮 𝗺𝗲𝘀𝗮 é 𝗼 𝗵𝘂𝗺𝗼𝗿. (…) É 𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗶𝗿 𝗽𝗹𝗮𝘆 𝗱𝗮 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗲𝗺 𝗿𝗲𝗹𝗮çã𝗼 𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗶𝘂 𝗲𝗺 𝘁𝗼𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘀 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗱𝗲𝘀𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝘀 𝗶𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗶𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗲𝘀𝗽é𝗰𝗶𝗲 𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗴𝘂𝗹𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮 𝗻𝗲𝘀𝘀𝗮 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲”, contextualizou.
A comentadora comparou a função do humor à figura histórica do bobo da corte. Para Joana Latino, quem vive da exposição pública tem de aceitar que a plateia também reage.
“Têm todo o direito ao aplauso mas não têm que lidar com a plateia”
Joana Latino foi ainda mais longe e juntou Cristina Ferreira e os Anjos na mesma crítica. Para a comentadora, ambos demonstraram dificuldade em lidar com a sátira.
“𝗖𝗼𝗻𝘃𝗲𝗻𝗰𝗲𝗿𝗮𝗺-𝘀𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗳𝗶𝗴𝘂𝗿𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘁ê𝗺 𝘁𝗼𝗱𝗼 𝗼 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗮𝗼 𝗮𝗽𝗹𝗮𝘂𝘀𝗼 𝗺𝗮𝘀 𝗻ã𝗼 𝘁ê𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗹𝗶𝗱𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗽𝗹𝗮𝘁𝗲𝗶𝗮. 𝗢 𝗵𝘂𝗺𝗼𝗿 𝗳𝗮𝘇 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗽𝗹𝗮𝘁𝗲𝗶𝗮. (…) 𝗔 𝗖𝗿𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗮 𝗲 𝗼𝘀 𝗔𝗻𝗷𝗼𝘀 𝗻ã𝗼 𝘁ê𝗺 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗷𝗼𝗴𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗶𝗻𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗲𝗺 𝗿𝗲𝗹𝗮çã𝗼 𝗮 𝗶𝘀𝘁𝗼 𝗲 𝗮𝗰𝗵𝗮𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝘂𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗼 𝘀ó 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗿, 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗱𝗲𝘀 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀, 𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗲 ‘𝗹𝗶𝗸𝗲’ 𝗼𝘂 𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗲 𝗰𝗼𝗿𝗮çã𝗼𝘇𝗶𝗻𝗵𝗼”, atirou.
A análise subiu de tom quando Joana Latino falou da incapacidade de aceitar que a exposição também pode gerar crítica.
“𝗡ã𝗼 𝘁ê𝗺 𝗮 𝗵𝘂𝗺𝗶𝗹𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗻ã𝗼 𝘁ê𝗺 𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗹𝗶𝗴ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹, 𝗻ã𝗼 𝘁ê𝗺 𝗮 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗹 𝗲 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗲 𝗮𝘁é 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗹𝗲𝗰𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗺 𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗻ã𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗯𝗲𝗺 𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼, 𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝗻ã𝗼 𝗮𝗴𝗿𝗮𝗱𝗮𝗿 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀, 𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗰ó𝗺𝗶𝗰𝗼”.
A caricatura expõe o exagero, defende Joana Latino
Liliana Campos levantou depois outra questão: seria possível um humorista apagar ou abandonar o seu trabalho sempre que alguém se sente ofendido?
Joana Latino respondeu defendendo que a caricatura existe precisamente para expor exageros públicos.
“𝗘𝘀𝘁𝗮 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝗱𝗶𝗮𝗯𝗼𝗹𝗶𝘇𝗮𝗿 𝗼 𝗵𝘂𝗺𝗼𝗿 𝗲 𝗱𝗲 𝗮𝗰𝗵𝗮𝗿, 𝗱𝗲 𝗱𝗶𝘇𝗲𝗿 𝗾𝘂𝗲 é 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗶𝘀𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝘀ó 𝗲𝘀𝘁á 𝗯𝗲𝗺 𝘀𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗿𝗶𝗿𝗺𝗼𝘀 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗲 𝘀𝗲 𝗮𝗹𝗴𝘂é𝗺 𝗳𝗶𝗰𝗮𝗿 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗶𝘀𝘀𝗼, 𝗲𝗻𝘁ã𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗲𝗺𝗼𝘀. 𝗖𝗹𝗮𝗿𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗹𝗴𝘂é𝗺 𝘃𝗮𝗶 𝗳𝗶𝗰𝗮𝗿 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗰𝗮𝗿𝗶𝗰𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗲𝘅𝗽õ𝗲 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝘁𝗲𝗺 𝗲𝗺 𝗲𝘅𝗮𝗴𝗲𝗿𝗼. (…) 𝗔𝗾𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗮𝘁𝘂𝗮çã𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗔𝗻𝗷𝗼𝘀 𝘀𝗮𝗶𝘂 𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿â𝗺𝗲𝘁𝗿𝗼𝘀, à𝘀 𝘃𝗲𝘇𝗲𝘀 𝗮 𝗖𝗿𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗮 𝘀𝗮𝗶 𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿â𝗺𝗲𝘁𝗿𝗼𝘀”, concluiu.
No painel da SIC Caras, a tese foi clara: Joana Marques pode incomodar, mas o humor faz parte da resposta pública às figuras mediáticas.
Assim, as palavras de Cristina Ferreira, em vez de travarem a polémica, abriram novo capítulo num debate antigo: onde termina a sensibilidade individual e onde começa o direito à sátira.
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