Desaparecimento de Maria Custódia Amaral ganha novos contornos após revelações nas Caldas da Rainha

Desaparecimento de Maria Custódia Amaral ganha novos contornos após revelações nas Caldas da Rainha, conhecidas hoje.

Entretanto, continuam as diligências em torno do desaparecimento de Maria Custódia Amaral, filha da falecida atriz Delfina Cruz, vista pela última vez na segunda-feira, 19 de janeiro.

As novas informações foram avançadas na rubrica Análise Criminal, integrada no programa Casa Feliz, emitido esta sexta-feira, dia 23.

Autoridades confirmam últimos movimentos conhecidos

Em direto da Lourinhã, junto à habitação onde Maria Custódia residia, o repórter Luís Maia começou por esclarecer o percurso conhecido pela investigação.

Segundo o jornalista, “as autoridades já confirmaram que ela efetivamente esteve com os proprietários da casa para angariar aquela casa e, a seguir, presume-se que tenha seguido em direção às Caldas da Rainha“.

Última localização do telemóvel às 21h57

Posteriormente, Luís Maia revelou dados relevantes sobre o telemóvel da desaparecida. A localização celular aponta para as Caldas da Rainha, onde Maria trabalhava como consultora imobiliária.

O repórter detalhou: “Agora, primeira novidade: apesar das tentativas de contacto das pessoas mais próximas, que tentaram falar com ela durante a tarde de segunda-feira, terem sido completamente frustradas, ou seja, as pessoas telefonavam mas não conseguiam obter qualquer resposta do lado de lá, o que é certo é que sabemos que o telefone de Maria Custódia Amaral foi triangulado pela última vez pelas antenas de telecomunicações no centro das Caldas da Rainha às 21h57 da noite.”

Acrescentou ainda: “Ou seja, até essa hora ou essa foi a última hora em que ela usou o telefone para fazer alguma coisa.”

Telemóvel deixou de emitir sinal após essa hora

Além disso, o jornalista sublinhou que, depois desse momento, o equipamento deixou de ser localizado. “O que é certo é que a essa hora ela utilizou o telefone pela última vez. Depois disso, não voltou a utilizar o telefone de forma a que ele fosse localizado pelas antenas de telecomunicações”, explicou.

Segundo Luís Maia, existem várias hipóteses em cima da mesa. “O telefone pode ter ficado sem bateria, pode-lhe ter sido retirada a bateria, mas o que é certo é que não voltou a ser localizado”, afirmou.

Relatos contradizem dados das antenas

Por fim, surgem informações que não coincidem com os dados técnicos. O repórter revelou que “há aqui informações também de algumas pessoas próximas, alguns familiares e alguns amigos de Maria Custódia Amaral” que garantem ter ligado nos dias seguintes.

Luís Maia especificou: “Há duas notas nesse sentido, uma de quarta-feira e outra de quinta-feira, de pessoas que afirmam que telefonaram para esta mulher, que o telefone tocava e depois, mais à frente, deixou de tocar outra vez.”

No entanto, concluiu com um alerta claro: “Pelas antenas de telecomunicações, esta informação não bate muito certo, porque o telefone dela foi localizado pela última vez, nas mãos não se sabe de quem, às 21h57 da noite do dia 19, segunda-feira, o dia em que ela desapareceu.”

Assim, o mistério em torno do paradeiro de Maria Custódia Amaral adensa-se, enquanto as autoridades continuam a tentar cruzar dados técnicos com testemunhos.

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