Terça-feira, Abril 13, 2021

E OEIRAS, DR. RUI RIO?

D.R.

O PSD apresentou ontem mais 50 candidatos a Presidentes de Câmara, e, ao contrário do que muitos vaticinavam há apenas um mês, voltou a dar provas de arrojo e determinação, ao conseguir captar um conjunto de personalidades reconhecidamente competentes, mesclando na perfeição a experiência daqueles que se recandidatam ao cargo, com a energia revigorante dos que se apresentam a votos pela primeira vez.

Rui Rio já tinha dado o mote aquando da sua tomada de posse, mas para aqueles que ainda duvidavam, começa agora a ficar clara a ambição e seriedade com que Rui Rio e a sua equipa estão a encarar estas eleições autárquicas: de enorme importância para o país, mas absolutamente decisivas para o futuro do Partido Social Democrata.

De forma brilhante, Rui Rio tem vindo a marcar a agenda mediática, e, de forma ainda mais impressionante, tem conseguido estancar as fugas de informação (e as intrigas) que normalmente pautam estes processos eleitorais. Ao fazê-lo, construiu um contexto político que há muito não se via: um país inteiro a aguardar com enorme expectativa pelas próximas novidades provenientes da São Caetano à Lapa.

Nada mau para alguém que tantas vezes é acusado de não ter uma boa percepção daquilo que são as melhores estratégias de comunicação.

E a uma semana do final do prazo que o próprio estabeleceu, faltam apenas apresentar cerca de 25% dos candidatos.

Permitam-me destacar um caso em particular: Oeiras.

Para além de ser o município onde resido e onde milito, Oeiras é o segundo concelho que mais contribui para a geração da riqueza do país (praticamente o dobro do que o Porto). Oeiras possui o terceiro maior poder de compra per capita e é a quinta maior autarquia em termos de volume de receitas efectivas. Para todos os efeitos, Oeiras é o terceiro “maior” concelho do país e com o qual o PSD tem uma importante relação afectiva desde 1985.

Do ponto de vista partidário, Oeiras continua a sua tradição de contribuir com importantes quadros para a estrutura do PSD, contando hoje com elementos no Conselho Nacional, na Comissão Política e Mesa da Distrital de Lisboa, e também na Comissão Política Nacional liderada por Rui Rio.

E talvez por isso mesmo, “last but not least”, o nome do candidato a Oeiras tenha sido deixado para o fim.

Pela sua importância para ao país exige-se que o candidato a Oeiras seja de elevada craveira política, intelectual e profissional, capaz de se afirmar no panorama político nacional, e de promover um novo ethos para o concelho. Um candidato com experiência, mas de olhos virados para a construção do futuro. Um candidato para o século XXI, com uma visão clara do papel de Oeiras no novo conceito de cidade que um pouco por todo o mundo começa agora a emergir: mais próxima, mais interligada, mais humana, mais verde e mais sustentável.

Foi precisamente esse o desafio que os militantes do PSD Oeiras, reunidos em plenário digital no dia 4 de Fevereiro, lançaram a Rui Rio, ao aprovarem um perfil exigente e ganhador, que anteriormente já havia sido aprovado por unanimidade pela comissão política de Concelhia.

É este o nível de ambição que todos esperamos para Oeiras: um candidato que preencha estes requisitos, e que atinja os objectivos estabelecidos pelo Presidente do partido. Se isto se concretizar, estaremos perante o corolário de uma estratégia que tem vindo a ser executada de forma sublime.

Até lá, que ninguém estranhe que os militantes de Oeiras passem os dias colados à televisão, formulando insistentemente a questão:

E OEIRAS, DR. RUI RIO?

Fernando Santos
Fernando Santoshttps://www.facebook.com/fernando.paulo.santos.oficial
Licenciado em Ciência Política (ISCPS). Pós-graduado em Economia Monetária e Financeira (ISCTE). Presidente do Sindicato Independente do Comércio e Serviços (www.sicos.pt). Vice-Presidente da Comissão Executiva da União dos Sindicatos Independentes (www.usi.pt). Vogal da Comissão Política do PSD de Oeiras

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