Editorial: Infocul celebra o 6º aniversário

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Editorial: Infocul celebra o 6º aniversário

Editorial: Infocul celebra o 6º aniversário, num dos períodos mais complicados para todos nós.

Dia 28 de Dezembro de 2015 nasceu o projecto Infocul.pt. Hoje celebra o seu 6º aniversário.

Depois de 4 anos de percurso na comunicação social, absorvendo tudo o que me era dado a conhecer e aprender, decidi que queria um projecto da minha autoria, mas para todos. E desengane-se quem acha que o criei por uma questão egocêntrica ou narcísica. Criei porque gosto da liberdade, não a confundindo com a libertinagem, e porque queria ter também a responsabilidade de poder criar algo em que verdadeiramente eu acredito.

Em seis anos, o projecto teve sempre, de ano para ano, um crescimento nas suas diferentes facetas: visualizações, áreas abrangidas e criação de conteúdos próprios.

Não o fiz sozinho. Não o faço sozinho. Não o quero fazer sozinho nos anos que se aproximam. Faço com a minha equipa, escolhida toda ela por mim, mas acima de tudo faço com quem nos lê.

A partir de 1 de Janeiro de 2022, de nada nos valerá as mais de 10 milhões de visualizações conquistadas em 2021. Começa tudo de novo. Teremos de voltar a demonstrar que merecemos ser lidos, seguidos, acompanhados, criticados e (porque não?) elogiados.

Este ano, no seguimento do que fizemos de forma muito assídua em 2020, apostei muito mais em dar voz aos artistas. Foram dezenas de entrevistas em dois anos, acrescidas de centenas de reportagens, milhares de notícias e um infindável número de horas a preparar toda a parte estratégia que se divide em 3 grandes períodos anuais.

Esta parte estratégica, que habitualmente é pensada por mim e posteriormente apresentada à restante equipa é a parte que mais me fascina. Porque nunca sei o resultado final, por mais dados que tenha na minha posse sobre o que público possa gostar mais ou não.

Explicado um pouco do trajecto enquanto site e da base que serve a estrutura dos conteúdos que apresentamos, permitam-me a ousadia de vos afirmar que o Infocul.pt é já uma marca que tem vida própria e vai muito além do nome do seu criador. Nada me deixa mais feliz.

A equipa conta com elementos muito capazes de um dia que assim o Universo conspire, dar continuidade ao projecto.

Dessa equipa este ano tenho de destacar, por variadíssimos motivos que talvez um dia torne públicos, o Carlos Pedroso.

Tenho uma história muito peculiar com ele. Conhecemo-nos há uns 10 anos, noutro projecto. Fizemos uma reportagem juntos e mal falámos. Passados uns sete anos, voltámos a cruzar-nos, começámos a falar de forma mais assídua e, algum tempo depois, o Carlos juntou-se à equipa. Mais, juntou-se à minha família e a minha única dúvida é se o considero um pai, tio, irmão ou quiçá filho (esquecendo que ele é mais velho do que eu). Foi ele o motor do site, a par de mim, este ano. Colocou, muitas vezes, o site acima dos seus interesses pessoais. E isso eu não esqueço. Mas, agradeço!

Uma equipa que tem o Filipe da Silva Coelho que me acompanha desde o primeiro dia do site e que é a imagem do site na zona norte do país. O João Sousa que me acompanha há muitos anos (inclusivamente trabalhámos alguns anos noutro projecto) e que é outra peça chave.

Nos últimos anos, o Diogo Nora, o Francisco Potier Dias, a Sónia Batista, o Nuno Almeida e o Roberto Rodrigues foram juntando-se à equipa e são, também, importantes para que a máquina funcione.

Mas se até agora, vos escrevi das coisas mais bonitas do percurso, também irei, seguidamente, falar das coisas menos boas.

Alguns sites são criados para que os seus proprietários e directores tenham entradas grátis em vários eventos. É absolutamente nojento que que continue a existir a complacência de produtoras, empresários, assessorias, artistas, e demais agentes, nesta situação. Outros sites são criados para serem testas de ferro de alguns artistas e assim serem as suas prostitutas digitais. Um massajador de ego permanente. Omitem-se as críticas, criam-se estrelas e andam todos contentes. Mas isto não é comunicação social. É manipulação social. E jamais nos iremos comparar com tais espaços “informativos” ou propagandistas.

Há ainda artistas que, cientes da sua insegurança (para não escrever algo mais corrosivo), decidem ameaçar, condicionar e até, imagine, agredir. Mas não apenas artistas, outros agentes apostam na mesma atitude. E ninguém diz nada. Está tudo bem, porque “esses gajos têm de ser postos no lugar”. Entenda-se, não criticar!

Este ano, com claro destaque no período veranil, as corridas de touros realizaram-se em número bastante satisfatório. Permitam-me nesta área destacar a Revista Novo Burladero (premiada pela equipa do Infocul.pt como Melhor Imprensa), bem como os sites TouroeOuro (que este ano considero que teve um crescimento e amadurecimento editorial apreciáveis) e Naturales Tauromaquia (liderado por Patrícia Sardinha e no qual destaco o cronista Pedro Guerreiro, devido a uma escrita inteligente, fundamentada, factual e mordaz).

Na área da música, o maior destaque é Álvaro Covões. Mesmo sem o NOS Alive, pelo segundo ano consecutivo, o empresário continuou a lutar para que os espectáculos musicais se realizassem e foram dele algumas das maiores produções deste ano. Tem visão, arrojo, não se acomoda e prova, ano após ano, ser um dos melhores do país. Destacar ainda Luís Montez, pela organização do Festival Santa Casa Alfama, que conta já com quase uma década de existência, os dois últimos em modo pandemia.

Na área da música, a imprensa sofre dos mesmos problemas da área tauromáquica. Muitos sites, pouca qualidade. A Blitz continua a ser a referência e há mais dois ou três que se podem qualificar como bons. Na parte artística, a coisa não muda muito de figura. Por mais estrelas que se tentem criar…

A Televisão é a companhia de muitos e escrever sobre algo que toda a gente vê, nem sempre é fácil. Cada vez mais sites que surgem nesta área, com a técnica (gasta, porém eficaz) do clickbait e cheios de erros ortográficos. É o que temos…e o público aplaude e aceita.

2022 surge-nos já ao virar da esquipa e sob enorme incógnita sobre que vida teremos. A pandemia perdura, os casos aumentam e planos a longo prazo deixaram de ser feitos.

No Infocul.pt, enquanto a força existir e a vontade não se desvanecer, queremos continuar a melhorar. Porque não é difícil crescer, é difícil manter o que já foi conquistado.

Obrigado a todos e um excelente 2022.