
Emiliano Gamero: “Os cavalos estão já bem-adaptados, nota-se bem a diferença da primeira corrida para esta”, referiu o rejoneador mexicano ao Infocul.pt
Entrevista e Fotografia: Roberto Pingas Rodrigues
Texto: Rui Lavrador
A Praça de Touros de Santo Aleixo recebeu, ontem, um festival taurino de beneficência, em prol dos Bombeiros Voluntários de Monforte e do Centro Paroquial de Santo Aleixo.
Cartel composto por António Brito Paes, Parreirita Cigano, Emiliano Gamero que substituiu Francisco Núncio, Mara Pimenta, Joaquim Brito Paes e o amador Francisco Cortes, frente a novilhos de Branco Núncio.
As pegas estiveram a cargo dos forcados amadores de Monforte, Académicos de Elvas e Redondo.
No final da sua actuação, o rejoneador Emiliano Gamero concedeu declarações ao Infocul.pt.
Sobre a actuação: “Gostei do touro, tinha complicações devido a vista cruzada, mas inspirou-me, deixou-me ser eu, estive a gosto com os meus cavalos, tive um ferro de grande verdade, com muita exposição. Depois, no cavalo negro, penso que pude ser o toureiro que o touro necessitava, colocando um par de ferros, indo de frente e expondo muito a cara, já depois de no cavalo de saída ele ter estado cumbre. Estou muito feliz, porque hoje pude ser o Emiliano Gamero“.
Próximas corridas: “Vamos ter Beja dia 28 de Maio, com o maestro João Moura e o Rouxinol Jr. E para já a minha cabeça e o meu coração estão a preparar essa corrida“.
Adaptação a Portugal: “Está a correr muito bem, estou na herdade do meu apoderado, João Anão. Os cavalos estão já bem-adaptados, nota-se bem a diferença da primeira corrida para esta, ainda não sei falar português muito bem, mas pelo menos já o entendo“.
Diferenças entre rejoneio no México e toureio a cavalo em Portugal: “É muito diferente. No México é como em Espanha, páras mais os touros, podes disfrutar um pouco mais, fazer mais esse toureio moderno que eu gosto, mas acho que aqui também se pode fazer algo grandioso, desde que percebas os terrenos e as distâncias. E é nisso que estou concentrado agora“.

