Escritor Pedro Chagas Freitas reage à morte de Manuel Maria Trindade: “Celebrar a morte é desumanizar-se”, assinalou.
Denúncia de radicalismo nas redes sociais
O escritor Pedro Chagas Freitas partilhou nas redes sociais uma reflexão emotiva sobre a morte do jovem forcado Manuel Maria Trindade, de 22 anos. O autor criticou duramente aqueles que celebram o falecimento em nome de ideais:
“O radical não vê pessoas; vê símbolos, caricaturas, bandeiras, possibilidades de combate. Vê um toureiro; não vê um filho. Vê alguém para reforçar a narrativa. Ao fazê-lo, perde o contacto com a experiência humana.”
Reflexão sobre a moralidade e a barbárie
Freitas alertou para os perigos da desumanização e da justificativa da morte alheia:
“Os imbecis que celebram a morte acreditam ser moralmente superiores. Não percebem que moralidade desaparece no instante em que se festeja o fim de alguém. São iguais aos radicais de qualquer seita: justificam tudo em nome da causa.”
O legado de Manuel Trindade
O escritor destacou ainda o gesto heroico do jovem forcado, que permitiu salvar outras vidas através da doação de órgãos:
“O Manuel Trindade, no gesto final, salvou vidas. Sete. Vai ajudar sete pessoas a respirar, a andar, a sorrir, porque ele deixou o corpo para trás. O meu filho está vivo porque outro, tão heróico quanto este, morreu e deixou o fígado dele. É horrível e maravilhoso ao mesmo tempo.”
Mensagem de apoio à família
Por fim, Pedro Chagas Freitas deixou uma mensagem de solidariedade à mãe, família e amigos de Manuel:
“Para a mãe, para a família, para os amigos, deixo aqui um abraço sem tamanho. O vazio ocupa muito espaço. Aguentem-se como puderem. Se precisarem de algo da minha parte, estou aqui.”
Leia também: Carta aberta da mãe do forcado Manuel Maria Trindade

