Évora: Grande tarde com o futuro da tauromaquia

Évora: Grande tarde com o futuro da tauromaquia, esta quarta-feira, 29 de Junho de 2022.

Évora recebeu, hoje, no dia da cidade, uma novilhada para mostrar parte da nova geração da tauromaquia.

O cartel foi rematado com os cavaleiros praticantes António Núncio e Diogo Oliveira, bem como o grupo de forcados Amadores de Évora e os Académicos de Elvas, para lidarem e pagarem novilhos de Murteira Grave, Passanha, Branco Núncio e Calejo Pires.

O grupo de sevilhanas “Al Compas Del Corazon” deu entretenimento ao público até que a entrada do mesmo fosse concluída.

O Grupo de Forcados Académicos de Elvas fez hoje a sua estreia na Arena D’Évora e entregou, no fim das cortesias, uma lembrança ao cabo do grupo de Évora, João Pedro Oliveira.

As lides a cavalo foram iniciadas por António Núncio, frente a um novilho Murteira Grave. A lide teve um crescente, com o cavaleiro a ir melhorando de ferro para ferro. Recebeu o oponente, depois de parado pelos bandarilheiros, com voltas à arena com o novilho embebido na garupa do cavalo. As sortes tiveram pouca preparação, por o novilho ter andamento, perseguindo o cavalo. O ginete apresentou-se nervoso, porém deixando uma boa prestação na arena.

De seguida actuou o cavaleiro praticante Diogo Oliveira, que se mostrou muito nervoso perante o público falador de Évora. Enfrentou um novilho desligado, bisco e magro. O ginete ainda assim mostrou muito boas práticas de toureio e de brega. A ligação ao oponente foi, em momentos, pouca, o que fez com que a lide não chegasse ao público. As sortes foram preparadas com o máximo rigor e viriam a acabar cingidas, como cereja no topo do bolo.

Na segunda actuação de António Núncio, o cavaleiro mostrou uma enorme garra de triunfar e acabou por conseguir, não alargando muito a lide. O oponente, com o ferro de Passanha, tinha qualidade e a capacidade de leitura do ginete fez com que a junção dos dois rendesse uma lide perfeita.

Fechou as lides a cavalo, Diogo Oliveira, também ele com uma lide em tom de triunfo. Diogo deixou o nervosismo fora da praça e ‘agarrou com unhas e dentes’ o novilho de Calejo Pires, com qualidade e oportunidade de o cavaleiro mostrar a sua arte, bem correta. Se houve uma lide, bem feita e correta, foi a de Diogo.

Tanto os cavaleiros como os forcados da cara dos grupos que actuaram na tarde de 29 de junho, foram bastante felizes. Henrique Burguete, pelos amadores de Évora, consumou ao primeiro intento, não tendo uma reunião perfeita mas a garra fez com que o forcado ficasse na cara do touro para concretizar a pega. João Restolho, pelos Académicos de Elvas, consumou à primeira tentativa com eficácia de todo o grupo. João Cristóvão, novamente pelos amadores de Évora, consumou ao primeiro intento. Tomás Silva, a encerrar as pegas, pelos Académicos de Elvas, consumou ao primeiro intento, também com uma pega limpa.

Dirigiu o espetáculo Agostinho Borges, assessorado por Carlos Santana, acompanhados por Ricardo Fernandes no cornetim.

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