Greve dos trabalhadores da IP cria caos na CP e há vários comboios suprimidos

Greve dos trabalhadores da IP cria caos na CP e há vários comboios suprimidos, criando transtorno a quem quer ir trabalhar.

Greve dos trabalhadores da IP cria caos na CP e há vários comboios suprimidos
Foto: CP

A CP realizou 114 das 252 ligações ferroviárias que tinha programadas entre as 00h00 e as 08h00 desta terça-feira , devido à greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP), disse à Lusa fonte oficial da empresa.

De acordo com o balanço feito pela CP à Lusa cerca das 08h00, estavam programados 252 comboios e foram efetuados 114, dos quais quatro de longo curso, 40 regionais, 40 urbanos de Lisboa e 30 urbanos do Porto.

A CP – Comboios de Portugal tinha alertado ontem para “fortes perturbações na circulação de comboios em todos os serviços” e em todo o país esta terça-feira e na quinta-feira devido à greve dos trabalhadores da IP.

Para ambos os dias, está prevista a realização de serviços mínimos, cuja lista se encontra disponível em cp.pt, podendo ser realizados comboios adicionais“, revelou a empresa.

Em declarações à agência Lusa esta terça-feira de manhã, o presidente da Aprofer, Adriano Filipe, disse que “a paralisação está a decorrer como previsto, estando a ser cumpridos os serviços mínimos“.

A greve abrange os perto de 300 trabalhadores do Comando e Controlo Ferroviário da IP, que regulam a pontualidade e a segurança de 100% das circulações ferroviárias e que estão concentrados nas estações de Braço de Prata, Contumil e Setúbal, ou seja, nos centros de comando operacionais (CCO) de Lisboa, do Porto e de Setúbal.

Conforme explicou anteriormente Adriano Filipe, em greve estão os supervisores de comando ferroviário e de permanência geral de infraestruturas ferroviárias.

À Lusa, o presidente da Aprofer adiantou que na base da greve está a reivindicação de um sistema de formação profissional próprio para os centros de comando operacionais, de um sistema de avaliação e desempenho específico para estas funções e de uma atualização nas remunerações.

E, se as coisas não se resolverem, vamos continuar com greves até que se resolvam“, avisou o presidente da Aprofer.

A IP já tinha alertado para os efeitos da paralisação.

Também a Fertagus alertou na sua página eletrónica que, “face à greve anunciada na IP – Infraestruturas de Portugal entre as 00h00 e as 24h00, nos dias 12 e 14 de julho de 2022, encontram-se previstas fortes perturbações na circulação de comboios“.

Texto: Lusa

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