Herança de Pinto da Costa: Cláudia Campo absolvida e guerra judicial com o filho continua, revelou a Nova Gente.
Primeira decisão judicial conhecida um ano após a morte
Um ano depois da morte de Jorge Nuno Pinto da Costa, a disputa entre os herdeiros mantém-se ativa dentro e fora dos tribunais. O conflito envolve Alexandre, o filho mais velho do antigo presidente do FC Porto, e Cláudia Campo, viúva do dirigente.
Segundo foi revelado, Alexandre avançou judicialmente contra a madrasta por discordar do que lhe foi atribuído na herança. No entanto, no mês passado, sofreu um revés. Cláudia Campo, de 49 anos, foi absolvida na primeira decisão conhecida do processo.
Para já, aguarda-se para perceber se o filho do ex-dirigente irá recorrer da sentença.
Cláudia Campo mantém silêncio
Entretanto, confrontada com o caso, Cláudia Campo optou por não alimentar a polémica. A antiga bancária recusou comentar os desenvolvimentos judiciais.
“Não faço qualquer tipo de comentários sobre o processo. Deixei esse assunto com os meus advogados”, afirmou.
Além disso, deixou claro que não tenciona falar publicamente sobre matérias relacionadas com o marido.
“Nunca dei entrevistas nem nunca darei. Prometi-lhe isso e vou cumprir. Ele sempre disse que as homenagens são para serem feitas em vida. Disse-me isso a mim e a quem lhe era mais próximo: não queria que fizéssemos homenagens depois da sua morte”.
Testamento alterado antes da morte
Por outro lado, a tensão familiar não começou agora. A relação entre Alexandre e o pai foi descrita como marcada por períodos de afastamento, uma realidade que também afetou a ligação à madrasta.
Pouco antes de morrer, a 15 de fevereiro de 2025, Pinto da Costa alterou o testamento. O antigo presidente do FC Porto deixou ao filho mais velho apenas o mínimo previsto na lei, excluindo-o da quota disponível. Nessa parte da herança incluiu apenas a companheira, Cláudia, e a filha mais nova, Joana.
Ainda assim, Alexandre é herdeiro legítimo e recorreu aos tribunais para contestar a situação. Após a morte do pai, terá confidenciado a amigos que considera “anormal” ter as contas praticamente a zeros.
Em causa estarão também valores recebidos ao longo dos últimos 25 anos enquanto presidente da SAD do clube, estimados em cerca de 10 milhões de euros. Soma-se ainda a alegada venda de ações do clube por 350 mil euros, sem rasto conhecido do montante.
De acordo com a CNN, Alexandre terá igualmente manifestado perplexidade perante o desaparecimento de obras de arte da coleção familiar e de relógios do museu pessoal do pai, avaliados em centenas de milhares de euros.
Dois processos e milhões em causa
Perante este cenário, Alexandre avançou, em março do ano passado, com dois processos no Juízo Central Cível do Porto contra Cláudia Campo, na qualidade de cabeça de casal.
Numa das ações, reclama 3,69 milhões de euros. Na outra, alega delapidação do património do pai. Segundo o último testamento, o espólio declarado incluiria apenas um apartamento T1 no Porto e obras de arte.
Promessa de doação ao FC Porto
Entretanto, numa gala do Jornal O Gaiense, há cerca de um ano, Alexandre assumiu publicamente uma intenção relacionada com o espólio desportivo do pai.
“A parte do seu museu pessoal que me será legitimamente entregue será doado por mim graciosamente ao FC Porto, sem haver qualquer interesse financeiro ou renda futura em troca. É a minha vontade e tenho a certeza de que ele ficaria contente com esta atitude”, declarou.
Contudo, como os processos ainda decorrem, a partilha dos bens permanece por concluir. Assim, a disputa judicial em torno da herança de Pinto da Costa continua a marcar o primeiro ano após a morte do histórico dirigente do clube azul e branco.
