Joana D’Arc enfrenta doença crónica e emociona pela resiliência na 1.ª Companhia, apesar das dores.
Joana D’Arc tem sido apontada como um exemplo de força dentro e fora do ecrã. Aos 35 anos, a cantora enfrenta há décadas problemas de saúde graves, sem nunca abdicar da sua determinação.
Diagnóstico precoce marcou a adolescência
Em primeiro lugar, o maior desafio surgiu ainda jovem. Aos 17 anos, Joana D’Arc foi diagnosticada com artrite reumatoide, uma doença crónica que provoca dores constantes e limitações físicas.
Apesar disso, a artista decidiu aceitar o desafio de integrar o reality show militar da TVI, algo que o marido, Antonino Veloso, acompanha com orgulho.
“Tenho gostado muito de vê-la. Ela está a fazer um grande esforço e eu valorizo isso”, afirmou, referindo-se à participação da companheira na 1.ª Companhia.
Dores diárias e esforço redobrado
De seguida, Antonino Veloso explicou que a exigência física do programa representa uma dificuldade acrescida para Joana, sobretudo nas primeiras horas do dia.
“A parte física, ali, é o pior. A exigência do treino militar… é complicado. Mas ela está a fazer o melhor que pode, faz aquilo que quer”, contou.
Segundo o companheiro, as manhãs são particularmente duras.
“De manhã é sempre mais complicado. Ao acordar é quando ela precisa tomar a medicação e depois, passado uma horinha, horinha e meia, começa a fazer efeito e ela já está bem”, explicou.
A convivência permanente com a dor faz parte da sua realidade.
“Ela diz muitas vezes que se habituou à dor. Ela não conhece um dia sem dor, uma hora sem dor”, acrescentou.
Tuberculose colocou a vida em risco
No entanto, uma das fases mais críticas aconteceu durante o período em que Joana trabalhava em tanatologia forense. A cantora contraiu tuberculose a partir de um cadáver infetado, numa altura em que as defesas estavam fragilizadas.
“Esteve muito mal. Aí sim, aí esteve mesmo às portas de morte, isso é verdade”, recordou Antonino Veloso.
O isolamento prolongado deixou marcas físicas severas.
“Esteve em isolamento não sei quantos meses, quem a fosse ver tinha de ir com aqueles fatos, foi uma desgraça. Foi a prova de fogo, sim”, relatou.
A perda de peso foi extrema.
“Ela estava a ficar muito magra, acho que chegou a pesar 40 quilos, ou uma coisa assim de género. Era pele e osso. Uma loucura”, confessou.
Cirurgias, próteses e regresso aos palcos
Após recuperar, Joana D’Arc enfrentou ainda novas cirurgias, incluindo a substituição de próteses na anca.
“Ela já vai na segunda prótese da anca, porque a primeira era de porcelana e tinha uma durabilidade qualquer”, explicou o marido.
A situação chegou a ser perigosa.
“A de porcelana já estava a ficar toda em pó. Ou seja, aquele pó ia espalhar-se pelo corpo e ia acontecer o pior”, acrescentou.
Mesmo assim, a recuperação surpreendeu.
“Sorte que deu conta a tempo, trocou de prótese e passados três dias estava num espetáculo”, revelou.
Apesar das limitações, Joana não desistiu de subir ao palco.
“Tivemos de metê-la ao colo em cima do palco, que ela nem conseguia subir escadas, mas deu um grande espetáculo”, concluiu Antonino Veloso.
Assim, a história de Joana D’Arc continua a ser marcada por superação, resistência e uma força que impressiona dentro da 1.ª Companhia e fora dela.
