João Patrício quebra o silêncio sobre Fátima Lopes e Cristina Ferreira: “Não há declínio, há percursos distintos”

João Patrício quebra o silêncio sobre Fátima Lopes e Cristina Ferreira: “Não há declínio, há percursos distintos”, disse.

O diretor e realizador falou abertamente sobre o seu papel nas carreiras das duas apresentadoras no programa “O Preço da Fama”

Na primeira edição do novo formato “O Preço da Fama”, transmitido no V+ TVI, João Patrício foi um dos convidados em destaque. Durante a conversa com Adriano Silva Martins, o realizador abordou os bastidores da televisão e o seu trabalho ao lado de Fátima Lopes e Cristina Ferreira, duas das maiores figuras do pequeno ecrã português.


“Quando deixas de trabalhar com Fátima Lopes, a carreira dela muda”

Adriano Silva Martins abriu o tema com uma reflexão sobre o impacto de João Patrício nas carreiras das apresentadoras, questionando diretamente o convidado.
“Qual é que tu achas que é o peso da tua responsabilidade no êxito das pessoas com as quais tu trabalhaste, quando estavas atrás das câmaras? Porque, opinião pessoal minha, quando tu deixas de trabalhar ao lado da Fátima Lopes, a carreira da Fátima Lopes inicia, não diria um declínio, mas não está naquele ponto no qual estava. E da Cristina dispara completamente. Qual é que é a tua responsabilidade aí, na fama destas duas mulheres?”, perguntou o comentador.

A provocação levou João Patrício a reagir com serenidade, recusando a ideia de que Fátima Lopes tenha vivido um “declínio” profissional.


“Não faço nada sozinho. A televisão é feita de, por e para pessoas”

Sem hesitar, o realizador explicou que o sucesso na televisão é sempre um esforço coletivo.
“Não sei, eu quero acreditar, acredito mesmo, até porque nem estou de acordo quando te ouço dizer que, de repente, depois a carreira da Fátima em concreto… Foi um percurso distinto. Nós não fazemos nada sozinhos e a televisão, em particular, é um universo que é feito de, por e para pessoas”, afirmou.

De seguida, recordou o seu próprio processo de aprendizagem e o valor do trabalho em equipa.
“Eu acreditei ali nos primeiros anos de profissionais, era muito individualista, mas rapidamente levei um estalo de realidade e apercebi-me que se é muito mais competente e o produto fica muito mais rico e melhor quando estás rodeado de pessoas. E eu fiz parte de um grupo de pessoas competentes que rodeou a Fátima durante muitos anos e rodeia a Cristina ao longo de tantos outros”, destacou.


“A minha missão é protegê-los e garantir que a coisa corre bem”

Perante nova insistência de Adriano Silva Martins, João Patrício acabou por reconhecer que o seu papel teve influência nas equipas e nos programas que liderou.
“Com certeza que sim, claro que sim, que tive ao longo da minha vida, ocupei sempre cargos de responsabilidade no sentido em que, às vezes, és decisor e, a partir do momento em que és decisor, é para o bem e para o mal”, assumiu.

Contudo, o realizador fez questão de frisar que o seu maior orgulho não está nos rostos principais, mas nas equipas que ajudou a formar.
“Mais que os rostos principais, que naturalmente bebem de todos e de mim também, e a minha missão é protegê-los e garantir que a coisa corre bem, a mim comove-me muito mais assistir ao crescimento dos pares que estão ao lado — dos jornalistas, da pesquisa, da reportagem, dos operadores de câmara, dos realizadores, da equipa de régie. Muito honestamente, é isso que me move, é isso que me comove ainda hoje”, explicou.


“Já passaram pelas minhas mãos centenas largas de profissionais”

Para concluir, João Patrício mostrou-se orgulhoso do percurso que fez e do impacto que teve nas carreiras de muitos profissionais da televisão portuguesa.
“Das coisas mais bonitas que levo deste percurso de vida televisivo é saber que já passaram pelas minhas mãos centenas largas de profissionais, que hoje estão espalhados por tantas, atrevo-me a dizer todas, as produtoras deste país e canais de televisão”, afirmou.

Por fim, deixou uma nota de gratidão e emoção:
“Tenho a certeza que nos acrescentámos mutuamente. Gosto muito disso, é mesmo muito prazeroso saber das pessoas quando não as vejo durante algum tempo e saber que estão bem, que progrediram na carreira e que hoje estão felizes e reconhecidos nesta área. Isso ainda é das coisas que mais me move, sem a mais pequena dúvida”, concluiu.

Veja o programa AQUI.

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