Júlia Pinheiro criticada após entrevista a André Ventura, por Mário Gonçalves através de uma publicação no Instagram.
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Mário Gonçalves, criador de conteúdos digitais com mais de 50 mil seguidores, criticou fortemente Júlia Pinheiro.
“Ontem [terça-feira], na sempre imparcial, sempre neutra, sempre adoravelmente esquerdista SIC, tivemos direito a um espetáculo digno de um teatro de marionetas e, surpresa das surpresas, a marionetista de serviço era ninguém menos que a excelsa Júlia Pinheiro, essa baluarte da imparcialidade e da elegância jornalística… Ou então não“, começou por escrever.
Assim, “convidar André Ventura para uma entrevista e depois tratá-lo como um piolho em cima da almofada da esquerda bem pensante não é apenas desonesto, é patético“.
“A senhora Pinheiro, com a sua habitual pose de guru do bom gosto, decidiu que, mais do que ouvir, o que interessa é doutrinar, interromper, debochar e, claro, deixar claro aos portugueses que só há uma forma certa de pensar, simplesmente a forma dela e mais nenhuma. Júlia não fez uma entrevista, fez um interrogatório de inquisição com luz apontada aos olhos e tudo, faltando apenas o confessionário e o incenso. Se Ventura dissesse que o céu é azul, ela diria que é racista contra as nuvens“, continuou.
Mário Gonçalves acredita que “o objetivo não era esclarecer ninguém“, mas sim “humilhar, achincalhar, envenenar“.
“E tudo isto num canal privado que se assume como plural, mas que tem alergia severa a tudo o que saia da cartilha progressista. Parece que só há liberdade de expressão para quem diz o que eles querem ouvir“, reforçou.
“Ficámos todos a saber que Júlia Pinheiro, mais do que apresentadora, é agora a nova voz da Santa Aliança Antifascista Televisiva. Bravo. Talvez na próxima entrevista traga um crucifixo para exorcizar convidados que não votam ou pensem como ela. Uma coisa é certa, se fosse um qualquer líder da extrema-esquerda revolucionária, com foice e martelo tatuados no braço, Júlia já estaria de joelhos a perguntar qual a sua flor preferida. Ou talvez as manas Mortágua“, assinalou.
Mário Gonçalves acrescentou ainda que “não se trata aqui de gostar ou não de Ventura“, mas sim de “respeito por quem assiste e por quem é entrevistado“.
“Mas isso, pelos vistos, já não é moda. Hoje em dia, ser justo e imparcial é fascista. E ser um pau mandado ideológico com microfone é… Jornalista! Parabéns, Júlia. Mostraste ao país inteiro como NÃO se faz uma entrevista. Tenho dito!“, rematou.
