Quarta-feira, Outubro 20, 2021

Katia Guerreiro voltou a voar e confessa-se “feliz”

Katia Guerreiro voltou a voar e confessa-se "feliz"

A fadista Katia Guerreiro actuou, ontem, em Espanha, no Festival de Flamenco e Fado de Badajoz.

Antes de subir a palco, a fadista prestou declarações ao Infocul sobre o festival, o dueto com Rocío Márquez e ainda o regresso aos espectáculos.

Sobre o regresso aos espectáculos, confessou que “sinto-me a pairar. Estou a voar porque tenho sido uma privilegiada. Não falo nem faço muito alarido disso, porque sei que há muitos colegas no sector da cultura que estão em dificuldade. E que não têm tido a mesma sorte que eu“.

Explicou que “desde que voltei aos concertos, já fui a Madrid, à Galiza, França, fiz o Tivoli BBVA (Lisboa), fui a Sintra, estou aqui. Vou depois para a Córsega. Fui a Moscovo também. Tenho tido sorte. Uns são remarcações, outros não. Mas a verdade é que uma pessoa recupera a alma“.

No concerto da Galiza, com a Ugia Pedrera ajudou a desatar alguns nós e depois em Moscovo desatei os nós todos e rasguei as amarras todas. Mas custou muito, depois deste tempo de dormência, voltar a recuperar o fulgor, a energia em palco. Fomos sempre a medo para cima do palco, sem saber se o concerto seguinte ia acontecer, se aquele era o último antes de voltar a fechar. Mas a verdade é que me sinto neste momento a voar nas emoções, o concerto no Tivoli BBVA foi mais do que mágico, logo a seguir fiz o concerto com a Orquestra de Sintra, agora estou aqui. Só te digo que estou feliz“, continuou.

No espectáculo de ontem, um dos momentos foi o dueto que fez com a cantora Rocío Márquez, no tema ‘Segredos’.

Sobre como surgiu esta ideia, contou que “eu conheço a Rocío já há muitos anos. A Rocío fez a primeira parte do meu concerto no Olympia, em 2012. Foi a primeira vez que estive fora com a Rocío e achei-a uma artista incrível, ela estava muito no início, a lançar-se, mas já era incrível. Depois, voltámos a encontrar-nos em França, foi muito interessante mais uma vez ouvi-la. E agora voltámos a encontrar-nos aqui e por que não fazermos um tema juntas?“.

A Rocío tinha muita vontade em cantar um fado e então foi ela que escolheu o tema. Eu dei liberdade para que ela escolhesse, pedi que trouxesse um pouco da alma flamenca para o tema, que não o fizesse de uma forma regular ou simplista. Porque me apetece que haja a alma de cada uma no tema“, acrescentou.

Acho que este festival tem este mérito de juntar estes dois géneros musicais que tem uma raiz histórica cultural comum, sendo que são géneros musicais distintos, com linguagem musical distinta, só que têm intensidade de alma na interpretação. É bonito ver que os artistas portugueses e espanhóis se vão cruzando e que estes dois géneros vão mostrando que tendo uma base que não sendo igual, tem uma raiz comum que é o povo, a espontaneidade, a emoção intensa, a verdade“, rematou Katia.

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