Kris Tena lança «Estat Limit», versão em catalão de «Estado Limite», de Duarte, segundo foi revelado em comunicado.
A música portuguesa ganha uma nova vida fora de portas através do projeto POLYGLOT. Kris Tena acaba de lançar «Estat Limit», adaptação para catalão de «Estado Limite», tema original do cantautor e fadista alentejano Duarte.
A nova versão integra uma iniciativa europeia criada para promover a circulação de canções nas línguas de origem e aproximar mercados musicais de menor dimensão. O projeto reúne entidades de sete países e inclui obras de vários autores e compositores portugueses.
Em comunicado, a organização apresenta o POLYGLOT como «a Incubadora Europeia de Intercâmbio de Canções cofinanciada pela União Europeia», assente num modelo alternativo de divulgação musical.
POLYGLOT procura contrariar a hegemonia do inglês
Lançado em 2024, o projeto pretende criar novas oportunidades para canções que não são interpretadas em inglês. Em vez de uniformizar os repertórios, a proposta passa por preservar a identidade linguística das obras e testar a sua capacidade de chegar a outros públicos europeus.
«O projeto POLYGLOT, a Incubadora Europeia de Intercâmbio de Canções cofinanciada pela União Europeia, estabelece um novo modelo de distribuição de música que visa criar e impulsionar êxitos na sua língua original e promover a diversidade europeia.»
A iniciativa conta com o apoio do programa Europa Criativa e da Direção-Geral das Artes. Autores e compositores são convidados a apresentar obras que possam ser traduzidas, reinterpretadas e lançadas noutros territórios.
«Lançado em 2024, o modelo europeu de intercâmbio de canções conta com parceiros de sete países e visa contrariar a hegemonia do inglês.»
O POLYGLOT procura, deste modo, acompanhar a crescente afirmação de artistas que escolhem cantar nas próprias línguas. Ao mesmo tempo, pretende criar pontes entre mercados europeus com menor capacidade de projeção internacional.
«Trata-se de um projeto apoiado pelo programa Europa Criativa e DGartes, que convida autores e compositores a testar o potencial das suas obras e, possivelmente, a levá-las a novos públicos noutros países.»
Projeto reúne parceiros de sete países europeus
A coordenação pertence à Music Hungary, da Hangvető, e a rede integra parceiros de Portugal, Catalunha, Itália, Polónia, Letónia, Ucrânia e Hungria.
A cooperação entre estes territórios procura reforçar a circulação de repertórios e criar uma estrutura mais resistente para artistas provenientes de mercados de menor dimensão.
«O projeto acompanha a tendência dos artistas locais que cantam nas suas línguas originais e visa interligar os mercados mais pequenos da Europa com o objetivo de, juntos, alcançarem uma maior resiliência.»
Portugal está representado através de um conjunto alargado de criadores. Além de Duarte, a seleção inclui trabalhos de Joana Alegre, Samuel Úria, Retimbrar, A Garota Não e Luca Argel, Nástio Mosquito e Mariana Reis, entre outros nomes.
«Entre as canções portuguesas a serem traduzidas e lançadas lá fora encontram-se músicas de Duarte, Joana Alegre, Samuel Úria, Retimbrar, A Garota Não & Luca Argel, Nástio Mosquito e Mariana Reis, entre outros autores e compositores.»
Kris Tena dá nova voz a uma canção de Duarte
A primeira novidade agora apresentada é «Estat Limit», interpretação em catalão de uma composição originalmente gravada por Duarte.
Kris Tena é uma cantautora e compositora de Barcelona. O seu trabalho cruza a música de autor com influências do jazz e do folk, numa linguagem marcada pela guitarra, pela voz e por uma sonoridade intimista.
«A grande novidade é o lançamento de “Estat Limit”, a nova versão interpretada em catalão por Kris Tena.»
A escolha da artista permite transportar «Estado Limite» para outro universo linguístico sem afastar a canção da sua natureza poética. Segundo o comunicado, a intérprete catalã distingue-se por uma abordagem melancólica, construída entre a palavra e a simplicidade instrumental.
«A cantautora e compositora de Barcelona, conhecida pela sua música íntima e poética, traz uma sonoridade melancólica que mistura música de autor com harmonias de jazz e folk, destacando-se pelo uso marcante da guitarra e da voz.»
A composição original pertence a Duarte, artista alentejano que encontra no fado a base do seu percurso musical. A escrita do cantautor tem sido igualmente marcada por questões sociais e por uma dimensão poética.
«Esta reinterpretação nasce a partir de “Estado Limite”, um tema original de Duarte, cantautor e fadista alentejano que, com uma carreira consolidada, assume o fado como matriz da sua expressão e se destaca por compor grande parte das suas obras com base em temáticas sociais e poéticas.»
Com «Estat Limit», o POLYGLOT concretiza o objetivo de fazer uma canção atravessar fronteiras sem apagar a identidade da obra original. A língua muda, mas permanece o ponto de partida criado por Duarte.
