Leia aqui, na íntegra e em português, a entrevista de Jordan Davis à revista americana Billboard

Leia aqui, na íntegra e em português, a entrevista de Jordan Davis à revista americana Billboard, conduzida por Jessica Nicholson, onde conversou sobre o seu novo álbum, colaborações, a sua vida fora da estrada e muito mais.

Quando a música nasce da Estrada: “Escreveria tudo num retiro, para ser sincero”

A revista começou por perguntar qual é o tema ou álbum em particular que Davis preferer de Marcus King, já que em entrevistas anteriores tinha mencionado que tinha ouvido bastante música do mesmo enquanto escrevia o novo álbum. Jordan respondeu: “Foi “Goodbye Carolina”. Todo o projeto [Carolina Confessions] é fantástico, mas essa foi a música que realmente me transmitiu uma sensação especial. Entre essa e outra música dele chamada “Homesick”, havia algo no que ele fazia que me fez pensar: “Tenho de tentar fazer a minha versão disso.” E o que saiu disso foi “Louisiana Stick”. Aprecio o Marcus por isso. Queríamos apenas que fosse aquele tipo de música groovy do sul da Louisiana, uma música rock. E, meu Deus, ele arrasou”.

Jordan David fez um retiro de escrita com alguns compositores, em Big Sky, no estado de Montana. E convidaram-no a dizer o que gostava mais nos retiros de escrita: “Sinto que, quando se consegue sair da cidade e realmente focar-se em trabalhar na escrita de músicas, é aí que consigo sempre produzir o meu melhor material. Por isso, se dependesse de mim, escreveria tudo num retiro, para ser sincero. Provavelmente daqui para a frente, é assim que muitos dos meus álbuns vão ser escritos”.

“Podemos sempre ser melhores intérpretes, melhores compositores, melhores cantores”

Com cinco músicas no nº 1 da Billboard Country Airplay, e vitórias nos prémios ACM e CMA de música do ano (uma vitória CMA por “Buy Dirt” e uma vitória ACM por “Next Thing You Know”), Jordan Davis conta o que o motiva criativamente neste ponto da sua carreira: “Acho que muito disso é o desejo de ser melhor. Hoje de manhã tive a oportunidade de escrever uma carta a todos os compositores que participaram neste disco. Acho que são 25 ou 26, e tive de escrever uma para o meu irmão [Jacob Davis, compositor de músicas como “Keeping The World Away”]. Disse-lhe: “A melhor parte disto tudo é que ainda não escrevemos a nossa melhor música.” Podemos sempre ser melhores intérpretes, melhores compositores, melhores cantores. Há sempre algo a fazer para melhorar um pouco, e eu ainda tenho isso. Ainda tenho esse chip. Talvez me faça sentir que ainda tenho algo a provar. Espero nunca perder isso”.

Como agradecimento, Jordan Davis escreveu cartas pessoais e de agradecimento aos compositores, e revela: “Acho que este é o primeiro ano em que realmente fizemos assim. É apenas uma oportunidade de pôr a caneta no papel e agradecer por terem tornado este álbum no que é. Muitos destes compositores dedicaram tempo às suas famílias e viajaram para Montana ou vieram comigo na estrada. É só uma forma de agradecer e reconhecer o esforço que colocaram”.


“Conheço a Carly desde 2012 e ela foi uma das primeiras pessoas que conheci quando me mudei para Nashville. Ela tem verdadeiramente uma das minhas vozes favoritas de sempre. Falámos durante muito tempo sobre tentar fazer uma música juntos, e estou contente por não termos forçado nada para acontecer mais cedo”, responde em relação a como surgiu o dueto neste álbum com com Carly Pearce, “Mess With Missing You”, sua antiga co-apresentadora do ACM Honors.

“Esta música era perfeita. Mesmo quando nos sentámos para a escrever, já imaginávamos a Carly nela. Sempre achei que as nossas vozes combinariam bem, mas quando recebi a gravação, ficou ainda melhor do que eu esperava”, termina.

Família, raízes e a vida fora dos palcos: “A mais difícil é de três para quatro”

O Jordan e a sua esposa Kristen acabaram de receber o quarto filho, a filha Sadie. E Jordan pronunciou-se sobre esta adaptação: “É uma mudança de vida. Toda a gente pergunta: “Qual é a transição mais difícil, de um para dois, ou de dois para três?” A mais difícil é de três para quatro. E antes disso, era de dois para três. Sempre que se acrescenta mais uma criança ao grupo, fica bastante caótico. Mas, felizmente, ela está super saudável. A mãe está bem, os meus dois filhos e a minha filha adoram-na. Portanto, fora o facto de não dormir muito, tudo está ótimo na casa dos Davis. Até mesmo ao nascer, esquecemos como os recém-nascidos são pequenos, depois de andarmos com o meu filho de cinco anos e o de quatro. Portanto, é meio louco voltar a esta vida de recém-nascido”.

Ainda no tema familiar, foi inquirido se há algum tema do novo álbum pelos quais os seus filhos se sentem mais atraídos, ao que respondeu: “Os meus filhos adoram “Turn This Truck Around”, essa é a favorita deles. Ficaram muito felizes quando foi lançada e agora a Alexa pode tocá-la — já não têm de a reproduzir a partir de um e-mail. A minha filha adora “Louisiana Stick”, por isso leva mais do pai. Ela também é grande fã do Marcus King. Essas são as duas favoritas. E a minha esposa também adora ‘Louisiana Stick’.” 

Os filhos de Jordan Davis “adoram Luke Combs e ‘Ain’t No Love in Oklahoma’”

Sobre os outros artistas de que os filhos também gostam, Jordan disse logo de imediato: “Eles adoram Luke Combs e “Ain’t No Love in Oklahoma” dele. Isso toca muito à hora do jantar em casa. Quando estivemos na Austrália [a abrir para Combs em fevereiro], eles vieram também, e acho que foi no segundo concerto que o Luke veio cumprimentar. Foi a primeira vez que vi a minha filha um pouco deslumbrada. Os meus filhos, nada os perturba, mas foi giro ver a minha filha a pensar: “É o tipo de ‘Ain’t No Love in Oklahoma’.”


“Eu e o Thomas Rhett finalmente conseguimos fazer uma música juntos recentemente, mas fora do género, alguém como [artista CCM] Forrest Frank. Estou obcecado com ele neste momento. E depois, Lauren Daigle é outra artista, ela é da Louisiana e já a ouço há muito tempo”, conta o artista country, sobre com quem mais gostaria de colaborar, visto que recentemente trabalhou com a cantora pop Julia Michaels e com a artista CCM-country Anne Wilson.

Antes de ir para o estrangeiro no próximo ano, a Your Ain’t Enough Road Tour começa em setembro com Mitchell Tenpenny, Vincent Mason e Mackenzie Carpenter. Sobre este trio e possível colaboração musical, Davis afirma: “Espero que sim. Sou fã dos três. Seria fixe fazermos um fim de semana onde todos tentássemos criar algo juntos. Talvez isso aconteça”. 

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