Língua Terra em Setúbal para “valorizar a palavra falada e cantada como território de encontro”

Língua Terra em Setúbal para “valorizar a palavra falada e cantada como território de encontro”, disse Mónica Cosas.

Dias 5 e 6 de junho, o Fórum Municipal Luísa Todi acolhe concertos de Melly, Eu.Clides e uma homenagem a José Carlos Schwarz.

Uma ponte entre continentes e gerações

O Festival Língua Terra regressa a Setúbal nos dias 5 e 6 de junho, prometendo dois dias de celebração da música, da palavra e da diversidade cultural dos países de língua portuguesa. Com início marcado para as 21h, o evento decorre no Fórum Municipal Luísa Todi, reforçando a posição de Setúbal como uma cidade que se assume como plataforma de cruzamento artístico entre África, América Latina e Europa.

Nesta edição especial de 2025, o festival apresenta um cartaz ambicioso, que dá palco a artistas emergentes e consagrados, mantendo-se fiel ao seu propósito: promover redes de criação e diálogo dentro da lusofonia, através da música e da palavra.

Melly, Eu.Clides e uma homenagem a José Carlos Schwarz

No dia 5 de junho, o público poderá assistir às actuações de Melly e Eu.Clides. A cantora brasileira, que vem de Salvador (Bahia), traz a Setúbal o seu álbum de estreia, Amaríssima. Ao seu lado, estará Dino D’Santiago, convidado especial do espetáculo. “Tô muito animada pra me apresentar no Festival Língua Terra! Além de ser minha primeira turnê pela Europa, o festival celebra a musicalidade brasileira e destaca a nossa língua – o que é muito especial“, revelou Melly ao Infocul.pt.

Sobre a parceria com Dino, destacou: “Participar desse show já é super especial por si só, mas minha alma fica ainda mais feliz por contar com a presença super especial do Dino Santiago, meu parceiro na música e na vida.”

Garanta aqui o seu bilhete para este concerto.

No dia 6 de junho, o festival presta homenagem ao poeta e músico guineense José Carlos Schwarz. O espetáculo conta com direção musical de Manecas Costa, e a participação de Karyna Gomes e Remna Schwarz, filho do homenageado.

Queremos revisitar a obra de José Carlos Schwarz com respeito, mas também com liberdade criativa“, afirmou Manecas Costa. “Vai ser uma fusão entre tradição e modernidade, com arranjos novos, interpretações frescas, mas sempre mantendo viva a alma das suas composições.”

Adquira aqui os bilhetes para a homenagem a José Carlos Schwarz.

Uma curadoria com identidade

Em entrevista ao Infocul.pt, Mónica Cosas, da produção do evento, explicou a linha curatorial deste ano:
As expectativas estão muito altas. Este ano conseguimos reunir artistas de diferentes origens e linguagens, mantendo a diversidade e a profundidade que sempre marcaram o Língua Terra.”

Sobre os principais objetivos, Mónica destacou: “Queremos valorizar a palavra falada e cantada como território de encontro, resistência e celebração. O festival tem uma dimensão política e afetiva: reunir vozes que pensam e sentem o mundo a partir da língua, da terra, das identidades e das deslocações.”

Bilhetes acessíveis e espírito inclusivo

O festival mantém uma política de bilhética acessível, procurando ser inclusivo e acolhedor. “Cada espetáculo foi pensado com atenção e propósito, e garantimos momentos únicos para quem estiver presente“, sublinha Mónica Cosas. Os bilhetes estão à venda nos links oficiais da BOL e também nos locais habituais, embora a organização recomende a compra antecipada devido à elevada procura.

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