Marisa Pires denuncia tentativa de burla após perder acesso ao Instagram da loja: “Prefiro ficar sem o Instagram”, disse.
Marisa Pires está a enfrentar um problema sério com a sua presença digital. A companheira de Pedro Jorge viu a conta de Instagram que usava para divulgar a loja de roupa ser suspensa e acabou por se deparar com uma alegada tentativa de extorsão.
A situação ganhou peso por acontecer pouco antes do arranque do Secret Story – Desafio Final. Para Marisa, a página não era apenas uma rede social. Era também uma ferramenta essencial de trabalho.
Uma conta construída com esforço
Em declarações à TV 7 Dias, Marisa Pires explicou o impacto que a suspensão teve no seu negócio. A empresária usava a conta pessoal para impulsionar as vendas da loja e manter contacto com clientes.
Por isso, a perda do acesso foi sentida como um golpe direto no trabalho que vinha a construir.
“É o meu trabalho. Isto foi um trabalho criado por mim. Foi devido ao nosso esforço e àquilo que nós fizemos que eu consegui conquistar estes seguidores“, lamentou.
Além do transtorno profissional, Marisa admitiu que a situação acabou por afetar várias áreas da sua vida.
“Para o meu local de trabalho era uma mais-valia. Isto prejudicou-me um bocadinho a todos os níveis“, afirmou.
Meta apontou denúncias e alegada infração
Depois de contactar a Meta, empresa responsável pelo Instagram, Marisa Pires recebeu uma explicação para a suspensão da conta. Segundo lhe foi transmitido, a decisão terá surgido após denúncias relacionadas com ódio ou queixas em massa.
A justificação enviada referia ainda uma alegada infração ligada à venda de marcas de terceiros.
“estava a infringir uma das leis que era a venda de marcas de terceiros e que consoante muitas mais denúncias que eles tiveram, foram obrigados a suspender a conta“, foi a explicação recebida.
Marisa rejeita essa leitura. A empresária garante que vendia apenas artigos do seu próprio negócio e não encontrou motivo válido para perder o acesso à página.
Pedido de 2 mil euros para desbloquear a conta
Com a conta suspensa e sem solução após cerca de um mês de espera, Marisa acabou por procurar outra forma de resolver o problema. Foi então que recebeu o contacto de alguém que dizia conseguir recuperar a página.
A proposta, porém, vinha com um preço elevado.
“Arranjaram o contacto de alguém, um hacker, que podia desbloquear a conta, mas pediu-me 2 mil euros e eu disse: ‘Prefiro ficar sem o Instagram, por mais que a mim me cause transtorno […] mas não vou pagar 2 mil euros’“, revelou.
A companheira de Pedro Jorge não aceitou pagar. Mais do que o valor pedido, assustou-a a possibilidade de ficar presa a um ciclo de bloqueios e novos pagamentos.
“Não vou pagar 2 mil euros”
Marisa Pires explicou que desconfiou logo do processo. Segundo contou, a pessoa em causa “parecia tipo indiano, pela fotografia que aparece no ícone do WhatsApp”.
Ainda assim, o ponto decisivo foi outro. A empresária receou que, depois de pagar, a conta voltasse a ser bloqueada.
“O que é que eu pensei? ‘Eu agora vou pagar 2 mil euros. Este fulano, que vive disto, vai-me bloquear novamente porque tem os meus dados e, para a semana, estou cá outra vez a dar mais 2 mil euros e a encher os bolsos desta gente’“, explicou.
Perante esse cenário, preferiu cortar o problema pela raiz. Sem garantias e sem confiar no contacto, Marisa afastou qualquer hipótese de pagamento.
Nova página em vez de ceder à pressão
Sem conseguir recuperar a conta antiga, Marisa Pires tomou uma decisão prática. Em vez de alimentar o esquema, prefere começar de novo.
“Prefiro criar um novo Instagram e não pagar nada para reativar conta alguma“, rematou.
O caso expõe a vulnerabilidade de quem usa as redes sociais como ferramenta de trabalho. Para Marisa Pires, a suspensão trouxe prejuízo e desgaste, mas também uma certeza: não está disposta a pagar para recuperar uma conta através de caminhos duvidosos.
