Miguel Moura e GFA Santarém com momentos triunfais em Évora

Miguel Moura e GFA Santarém com momentos triunfais em Évora, na corrida de touros deste sábado.

A Arena d’Évora recebeu, este sábado, a primeira corrida de touros Aromas do Sul, com o aliciante do regresso da ganadaria Couto de Fornilhos a esta praça. Em disputa, entre os Grupos de Forcados Amadores de Santarém e Évora, o trofeu Aromas do Sul para o melhor grupo em praça. Juntamente com estes dois consagrados grupos, completavam o cartel os cavaleiros Luís Rouxinol, Miguel Moura e João Salgueiro da Costa.

Texto e Fotografias: Roberto Pingas Rodrigues

A corrida teve um início com mistura de sentimentos, fez-se um minuto de silêncio em memória do antigo elemento do GFA Santarém, Carlos Empis, o ganadeiro José Infante da Câmara e o antigo cabo do GFA Évora, João Pedro Oliveira, ao som de “Toque do Silêncio”, interpretado pela Banda Filarmónica de Machede.

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Luís Rouxinol abriu as lides a cavalo frente a um bem apresentável touro. Este, deixou-se lidar por Luís Rouxinol indo atrás do engano. O ginete escolheu bons terrenos para o desenho das cravagens, rematando-as vistosamente com uma brega bastante boa. Rematou a lide com um palmito à meia volta junto às tabuas.

João Grave, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Santarém, pegou à primeira tentativa. Pega brindada ao grupo de Évora em homenagem a João Pedro Oliveira.

Miguel Moura, segundo cavaleiro desta tarde, abriu a lide com uma sorte gaiola de grande valor. O ginete posteriormente desenhou uma lide em crescendo, de grande mérito, colocando o touro nos melhores terrenos e cravando de alto a baixo. Actuação de boa qualidade do ginete alentejano.

João Pedro Oliveira, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Évora, dedicou a sua pega à sua família e numa execução cheia de alma consumou ao primeiro intento.

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Na terceira lide a cavalo, João Salgueiro da Costa esteve de forma irregular. No primeiro comprido não conseguiu cravar no sítio certo, deixando o ferro traseiro. Nos curtos continuou irregular cravando por vezes a cilhas passadas e levando ainda toques na montada.

Joaquim Grave, pelos Amadores de Santarém, pegou à primeira tentativa. O touro fugiu ao grupo, mas o forcado da cara conseguiu aguentar-se na cara do oponente, até o grupo fechar a pega.

Na segunda parte da corrida, reentrou Luís Rouxinol para dar ao publico uma agradável lide. Para quem já conhece o estilo de Rouxinol, sabe que este tem uma vontade de triunfar e hoje mais uma vez provou isso. O cavaleiro andou bem do início ao fim, cravando no centro da arena e rematando à meia volta os ferros curtos. Excelente brega do cavalo Douro e nota para os bandarilheiros pela arte que mostram e por fazerem o seu trabalho de forma discreta, eficiente e com bastante competência. Rouxinol rematou a lide com dois pares de bandarilhas.

Pelos Amadores de Évora, Ricardo de Sousa consumou à terceira tentativa.

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Miguel Moura, voltou a abrir a lide com uma sorte gaiola de valor, cravando em “su sitio” nesta sorte que é difícil de executar. Miguel teve pela frente um bom touro que se mostrou nobre, ao qual o cavaleiro soube dar uma lide de grande valor. As sortes desenhadas pelo cavaleiro foram bem conseguidas, rematadas à meia volta. Numa brega de grande valor, o mais novo da família Moura, com brega ladeada, deu a volta à arena com o touro ‘colado’ à garupa do cavalo. Nota ainda para um desequilíbrio do cavalo que provocou aparato, mas que não passou disso.

Francisco Graciosa pelos Amadores de Santarém, fechou-se à primeira tentativa na cara do touro.

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Para a última lide da tarde, João Salgueiro da Costa, que de facto não esteve nos seus melhores dias, encerrou a temporada com uma lide dedicada à sua equipa. O cavaleiro foi em crescendo, começando a mostrar o seu valor nos curtos. Destaque para o seu terceiro ferro curto. De salientar que Salgueiro da Costa vinha de muito boas corridas e termina a temporada com uma lide de bom nível. Mostrou a raça que tem nos curtos, compondo a lide com uma brega de valor também.

António Torres Alves encerrou as pegas da tarde, pelos amadores de Évora, pegando à quinta tentativa.

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Relativamente aos touros, saíram bem apresentados, bem rematados de carnes, morilho bem definido, “Acochinados” e “Hondos” de tronco, corniabertos e o ultimo touro da corrida com o numero 64 sendo “bisco”. A maioria com capa negra sendo o numero 34 “burraco” de capa. “Levantados” de comportamento, cumprindo bem.

Em disputa estava o prémio para o melhor grupo em praça, sendo o júri composto pela empresa do NEPE e o dono de Aromas do Sul. O prémio foi entregue ao GFA Santarém pela prestação do grupo em praça, mas João Grave pediu o microfone e esclareceu que “pegar touros à primeira nem sempre é o que mais importa, ser forcado vai muito além disso. Estamos hoje aqui a homenagear alguém que trouxe ética, valores e união ao grupo de Évora e nós, Grupo de Forcados Amadores de Santarém hoje queremos que o prémio fique em casa”, recebendo uma forte salva de palmas pelos presentes.

A Arena d’Évora teve uma excelente afluência de publico, numa tarde chuvosa. Corrida dirigida com “afición” por Agostinho Borges, assessorado pela médica veterinária, Ana Gomes e Ricardo Fernandes no Cornetim.

Destaque para a empresa NEPE que convidou todos os espectadores, no fim da corrida, a dirigirem-se à arena para que partilhassem com cavaleiros, forcados e bandarilheiros os momentos que entendessem ser os melhores. Muitas fotografias foram tiradas e muitas certamente serão partilhadas nas redes socias. Assim se mostra que a Tauromaquia é de todos e para todos!

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