Miss Universo agita Sines com música de protesto: “O que é que é ser português?”, um trecho de uma das canções da banda.
Fotografias: Nuno Tátá
Banda emergente estreia-se no Palco do Castelo
A banda Miss Universo deu nas vistas ao abrir o Palco do Castelo em Sines com uma atuação que aliou energia, crítica social e sonoridade inovadora. O grupo, que tem vindo a afirmar-se como uma das revelações da nova música portuguesa, trouxe ao público o seu disco de estreia, Manifesto do Jovem Moderno, lançado em 2024.
Este projeto resulta da parceria criativa entre Afonso Branco e André Ivo, e é descrito como uma fusão entre tradição e modernidade. Ao vivo, a dupla é acompanhada por uma banda completa que inclui Xavier Lousada no baixo, Manu Antunes na bateria e Daniel Constantino nos teclados e sintetizadores.
Letras que desafiam o status quo
Durante a atuação em Sines, Miss Universo apresentou temas do disco que têm vindo a destacar-se pelas mensagens de intervenção e reflexão. Uma das letras mais marcantes do alinhamento questiona diretamente a identidade nacional:
“Se aquilo que tu lês / São pensamentos de um burguês / Explica então outra vez / O que é que é ser português?”
O concerto incluiu canções como “ser português“, “estamos entregues aos bichos” e “manifesto do jovem moderno“, todas com temáticas ligadas à crise de valores, identidade cultural e desilusão social.
Um manifesto em forma de música
Segundo a própria banda, o objetivo do projeto passa por dar voz a uma geração que se sente perdida, mas não resignada. No concerto, além dos temas do disco, Miss Universo trouxe outras canções de protesto que reforçaram essa missão.
A abertura do concerto com o tema É preciso dar um jeito, meu amigo deu o tom para uma atuação onde o público foi convidado a pensar, questionar e sentir.
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