Moniz reage à possível entrada dos Berlusconi na SIC: “Se trouxer competitividade, é bom para o mercado”, disse.
Gestor da Media Capital comenta negociações entre Impresa e MediaForEurope
José Eduardo Moniz, administrador-delegado da Media Capital, posicionou-se sobre o crescente interesse de investidores estrangeiros no setor dos media portugueses, numa altura em que a Impresa está em negociações avançadas com o grupo italiano MediaForEurope (MFE), detido pela família Berlusconi.
Segundo o que tem sido noticiado, a MFE pretende subscrever um aumento de capital que poderá garantir-lhe até 33% da empresa dona da SIC e do Expresso.
“É sinal de que as empresas têm potencial”
Confrontado sobre o tema à margem da apresentação das novidades da CNN Portugal, Moniz mostrou-se favorável à entrada de capital estrangeiro, destacando o impacto positivo que tal pode ter no mercado.
“É sinal de que as empresas têm potencial”, afirmou o líder da estação de Queluz de Baixo.
De seguida, reforçou a importância da competitividade no panorama televisivo nacional:
“Quanto mais competitivo o mercado for, melhor. Se a entrada dos italianos na Impresa significar isso, acho que é bom para o mercado. É benéfico sobretudo se introduzir uma maior racionalização nas estratégias comerciais das empresas.”
Setor em mudança constante
Numa reflexão mais ampla sobre o estado atual dos media, José Eduardo Moniz lembrou os desafios que todos os operadores enfrentam diariamente.
“Não é fácil para qualquer canal chegar a este panorama tão competitivo e afirmar-se imediatamente como líder”, sublinhou.
Mercado dos media vive fase de transformação
Com estas declarações, o gestor reforça a ideia de que a entrada de capital internacional pode contribuir para dinamizar o setor, num momento em que se assiste a movimentos de consolidação e a uma crescente pressão competitiva entre grupos de comunicação.
A evolução das negociações entre a Impresa e a MediaForEurope poderá, assim, marcar uma nova etapa no audiovisual português — uma etapa que, para Moniz, poderá trazer “maior racionalização” e novas oportunidades num mercado cada vez mais exigente.

