Morre Clara Pinto Correia: país chora a escritora que “não deixou nunca ninguém indiferente”, assinalou-se sobre o seu falecimento.
Portugal perde uma das suas vozes mais marcantes da cultura e ciência
A cultura e a ciência portuguesas amanheceram de luto esta terça-feira, 9 de dezembro. Clara Pinto Correia, escritora, bióloga e académica de referência, morreu aos 65 anos.
A informação foi avançada pelo Correio da Manhã e confirmada pela SIC, apanhando o país de surpresa perante a morte súbita de uma das intelectuais mais marcantes da sua geração.
Escritora encontrada sem vida em Estremoz
Clara Pinto Correia foi encontrada sem vida na sua residência em Estremoz, no distrito de Évora.
De acordo com os dados divulgados, o óbito resultou de um “episódio de doença súbita”.
O alerta foi dado durante a manhã e levou à mobilização do INEM e dos Bombeiros de Estremoz por volta das 09h47, mas já nada havia a fazer.
Uma vida que uniu Biologia e Literatura
Dona de um percurso singular, Clara Pinto Correia destacou-se na rara confluência entre ciência e letras.
Embora fosse bióloga e professora universitária, foi através da escrita que conquistou o grande público.
Entre as várias obras publicadas, a autora eternizou-se com Adeus, Princesa, livro que escreveu aos 25 anos e que marcaria profundamente uma geração de leitores.
Presidente da República presta homenagem emocionada
O anúncio da morte da escritora gerou de imediato várias reações públicas.
Entre elas, destacou-se a homenagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que enviou uma nota de pesar no site oficial da Presidência.
Nessa mensagem, o Chefe de Estado apresentou à família e aos admiradores os seus “afetuosos sentimentos”, expressando consternação pela perda.
Marcelo recordou ainda a personalidade vibrante da autora, escrevendo:
“Clara Pinto Correia juntava à alegria de viver, uma inteligência e um brilho que se expressaram na intervenção oral e escrita, no magistério científico e na comunicação com os outros.”
O Presidente sublinhou igualmente que a escritora “não deixou nunca ninguém indiferente”, justificando o profundo “sentido de ausência por todos partilhado neste momento”.
Clara Pinto Correia deixa um legado inconfundível, tanto na literatura como na academia, e a sua partida repentina abre um vazio que dificilmente será preenchido no panorama cultural português.
