Mundial 2026 mexe com TVI: Lídia Rodrigues prevê Portugal difícil e amiga de Vozinha revela lado desconhecido do guarda-redes cabo-verdiano.
O Mundial 2026 voltou a ganhar destaque na televisão portuguesa, entre previsões para a Seleção Nacional e histórias humanas que já ultrapassam o relvado.
Na emissão deste sábado, 20 de junho, do programa Em Família, da TVI, Lídia Rodrigues, ex-concorrente do Secret Story, recorreu ao tarô para analisar o momento de Portugal. Além disso, o impacto mundial de Vozinha, guarda-redes de Cabo Verde, continua a ser comentado pela ligação afectiva a quem o acompanha desde a infância.
Lídia Rodrigues vê Portugal nervoso após empate
Depois do primeiro jogo da Seleção Nacional no Mundial 2026, Lídia Rodrigues foi questionada sobre o próximo embate de Portugal. A partida frente ao Uzbequistão está marcada para terça-feira, 23 de junho, com transmissão direta na TVI.
Durante a rubrica, a ex-concorrente do Secret Story analisou o estado emocional da equipa portuguesa depois do empate na estreia. Segundo a sua leitura, o grupo sentiu o peso do resultado.
“Nota-se bem que a equipa ficou mais melindrada com o jogo que se passou, ficaram um pouco mais nervosos porque até eles tinham uma maior expectativa daquilo que iria acontecer logo neste primeiro jogo. E eu sinto muito que também estão a subestimar a equipa adversária“, revelou.
A previsão apontou para um jogo menos simples do que muitos poderão imaginar. Ainda assim, Lídia Rodrigues deixou uma nota positiva sobre o desfecho.
“A equipa adversária realmente não vai facilitar aqui este jogo, e talvez tanto as pessoas como a própria seleção acabe por subestimar aqui um bocadinho a equipa. Contudo, no final, apesar da dificuldade, eu creio que a gente ganha“, afirmou.
Depois, acrescentou que será “uma vitória neste jogo de grande diferença um do outro“.
Uma reviravolta no caminho de Portugal
A análise não ficou apenas no jogo com o Uzbequistão. Lídia Rodrigues também falou sobre a caminhada portuguesa na competição e antecipou obstáculos.
Apesar de acreditar que Portugal pode chegar longe, a taróloga alertou para uma possível mudança no percurso da Seleção Nacional.
“Nós chegamos longe, eu acredito que por esta tiragem nós chegamos longe, mas vai haver uma reviravolta. E essa reviravolta, que pode ser nós perdemos aqui alguém para uma lesão, alguém se lesionar, ou efetivamente perdemos aqui algum rumo, alguns jogos, vai fazer com que realmente a equipa fique mais desorientada“, alertou.
No final da rubrica, Mónica Jardim recordou ainda o gesto feito pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, antes da partida da comitiva nacional. Cada elemento recebeu uma pulseira como amuleto.
A apresentadora comentou a iniciativa de forma descontraída, considerando que “mal não faz” ao equilíbrio energético do grupo.
Vozinha conquista o mundo após travar Espanha
Além das previsões sobre Portugal, o Mundial 2026 tem também uma das histórias mais comentadas em Cabo Verde. O guarda-redes Josimar José Évora Dias, conhecido como Vozinha, tornou-se fenómeno depois da exibição frente à seleção de Espanha.
O empate alcançado pela estreante seleção cabo-verdiana fez crescer a atenção em torno do guardião. Segundo o texto-base, Vozinha passou a somar cerca de um milhão de novos seguidores por dia, chegando aos 14,1 milhões.
Porém, longe da explosão mediática, há uma ligação antiga que continua a acompanhar o seu percurso. Sílvia Delgado, residente em Rumelange, no Luxemburgo, recorda o guarda-redes como alguém de família.
“Tratamo-nos por irmãos, conhecemo-nos desde muito pequenos e sempre mantivemos contacto, sempre nos preocupámos um com o outro“, partilhou.
Natural da ilha de São Vicente, Sílvia cresceu em frente à casa dos avós de Vozinha. Era ali, numa rua de terra batida, que o guarda-redes começava a mostrar a competitividade que mais tarde levaria para os relvados.
Luxemburgo tornou-se ponto de reencontro
A distância não quebrou a ligação entre os dois. Sílvia emigrou aos 18 anos, mas continuou a acompanhar o percurso de Vozinha por Portugal, onde representou o Desportivo de Chaves, e por Angola.
Mais tarde, o Luxemburgo passou a ser um ponto habitual nas visitas do internacional cabo-verdiano. Depois de uma primeira viagem em contexto desportivo, Vozinha regressou em 2024 e 2025 para ficar em casa de Sílvia e do marido, o DJ Chu.
“É uma animação quando o Vozinha vem cá ao Luxemburgo, vamos sempre a concertos de música cabo-verdiana. Ele gosta de rever os amigos, […] mas as visitas são sempre muito rápidas, de dois dias“, revelou.
Entre risos, Sílvia contou ainda que o guarda-redes já prometeu voltar com mais tempo para preparar a sua “maravilhosa cachupa”.
A origem da alcunha Vozinha
Para lá da carreira e da escola de futebol que fundou na terra natal, Sílvia destaca sobretudo o lado humano do guarda-redes.
“Tem um coração enorme, ajuda os seus sem fazer disso alarido“, garantiu.
A própria alcunha que hoje corre o mundo nasceu de uma memória familiar em São Vicente. Segundo Sílvia, o nome apareceu por causa da relação de Vozinha com a avó, que teve um papel importante na sua criação.
“Ele sempre foi muito competitivo e sempre que alguma coisa corria mal, no futebol, sobretudo, […] ia fazer queixas à avó, porque foram os avós que o criaram. Um vizinho nosso adulto, o Nilton, […] perguntava-lhe: ‘Já foste fazer queixas à Vozinha?’. E foi assim que ficou, ele não gostava nada“, recordou.
Mais tarde, o apelido acabou por ser usado profissionalmente em Angola, também para evitar homónimos. Ao mesmo tempo, tornou-se uma homenagem à avó.
Mundial aproxima Portugal, Cabo Verde e a diáspora
Mesmo com o mediatismo global e as mensagens constantes nas redes sociais, Vozinha não esqueceu a ligação à amiga de infância. No final do jogo frente a Espanha, fez questão de lhe responder e perguntar como estavam todos no Luxemburgo.
Agora, as atenções da comunidade cabo-verdiana viram-se para o próximo jogo contra o Uruguai. A expectativa é grande em torno do guarda-redes que, aos 40 anos, vive um dos momentos mais altos da carreira.
Entre a previsão de Lídia Rodrigues para Portugal e a história familiar de Vozinha, o Mundial 2026 continua a produzir mais do que resultados. Também cria tensão, memória, orgulho e histórias que atravessam fronteiras.

